Final de semana fomos ao Templo Zu Lai. Parecia ser um domingo comum, desinteressado, mas o que encontramos no templo foi uma bela cerimônia que reunia várias religiões pela paz.

Vi monjes, bispos, pais de santo se abraçarem em saudação e honra à paz que nos habita, vi a bela imagem de Nossa Senhora Aparecida, que está em peregrinação por várias cidades, passar entre nós e ser anunciada em língua chinesa ao mesmo tempo em que era aplaudida de pé.

Foi bonito estar ali naquele exato momento, fazendo parte de algo tão bem criado. Andamos pelo Templo, encontramos a fonte de água, também a deusa chinesa da compaixão, e entre os lindos bambus que compunham a paisagem havia uma moça de olhar silencioso praticando seu tai chi chuan.

Observá-la foi meu novo presente de saudação à paz naquela tarde. Ela era presença, ela era paz, ela era consciência, era movimentos intencionados.

Sinto que a paz, e foi a dança do tai chi que me mostrou isso, vem de todo esse pacote que envolve presença, movimentos intencionais, e o alinhamento entre pensamentos, palavras e ações.

Experienciamos a paz em pequenos instantes, sempre que somos capazes de nos alinhar dessa maneira.

Paula Quintão

31 de outubro de 2017

Autor

Paula Quintão segue a desvendar os mundos internos e externos. É escritora & mentora de escritores, transição de vida e negócios digitais. Doutora em Sustentabilidade, montanhista, paraquedista e mergulhadora. Mãe da Clara. Criadora da Escola de Rumos, do Portal Coragem Para Empreender e da Editora Suban a Los Techos, autora do livro Para Sempre Um Novo EU (2012) e O Caminho Que As Estrelas Me Viram Cruzar (2017). Escreve semanalmente dentro das temáticas autoconhecimento, escrita, transformação de vida e empreendedorismo em paulaquintao.com.br