Mudar tem um custo. Mudar a vida. Mudar de casa. Mudar de carreira. Mudar de rotina. Mudar o jeito de pensar. Mudar a forma de olhar o mundo. Mudar a reação. Mudar custa.

Custa porque mexe com tudo aqui dentro. Faz sentir medo. Faz o coração bater mais acelerado. Faz dar frio na barriga. Faz os outros dizerem que você “só pode ter ficado louco”.

E por isso deixamos a mudança pra depois. Porque talvez amanhã seja mais fácil, custe menos. Talvez lá por “amanhã” nos sentiremos mais prontos, com menos medo, com mais tempo, com o coração batendo menos forte, sabe-se lá se as estrelas, os planetas, o universo vai criar outro alinhamento e de repente, não mais que de repente, a mudança vai ser mais fácil.

No fundo, a alma sabe que é pra seguir aquele caminho, que por ali vai ter mais vida, que por ali vamos nos sentir mais inteiros, mais completos, mais plenos. A alma chama e oferece um brilho no horizonte para nos dizer “vem aqui, nem que seja só um pouquinho”. No fundo, ouvimos, entendemos, percebemos o brilho no horizonte. É nesse ponto que os medos, que os receios, que as dúvidas, que o coração ansioso e que a mente inquieta podem até falar mais alto, mas do fundo da alma, você sabe. Você sabe.

Há um momento que você simplesmente percebe que até poderia ficar mais tempo com as coisas exatamente como estão, sabendo que é preciso mudar, mas não mudando nada, seguindo o que “tem que fazer”, seguindo o que te ensinaram era melhor para você ou o que significa ser bem sucedido… mas o custo de não mudar começa a ser maior ainda. O peso ganha uma dimensão tão grande, tão suprema, tão imperativa, que mudar, de repente, se torna inevitável. Há um momento que a vida vai passando, os ciclos vão mostrando que sua finitude é um fato e que viver em realização é sim uma urgência. 

 

Nesse final de semana palestrei no Escape em Belo Horizonte, um evento lindo e delicado organizado pela Alinne Ferreira e pela Andrea Aguiar, minhas queridas, onde dividi o palco com outros palestrantes que admiro tanto. Ao final de cada partilha, uma lindeza acontecia. O Nuno Arcanjo, que é poeta, empreender e facilitador poético (aqui a casa virtual do Nuno), preparava algo bem sensível para fazer um fechamento daquela experiência e para a partilha da Ana Paula Ramos, que falou também sobre os medos da mudança, o Nuno fez uma versão emocionante do clássico “Se essa rua fosse minha”, que adiciono aqui.

Um cantinho da alma pede atenção, pede carinho, pede um olhar para o que clama por mudança. É com esse olhar, com esse amor, que pouco a pouco ouvimos o coração e seguimos rumo aos caminhos que nos chamam por inteiro.

Paula Quintão

02 de outubro de 2016


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Paula Quintão fala sobre os preparativos para a mudança .:. PARTILHA ONLINE .:. acesse a gravação

Nessa aula de muitas entregas, encaramos a mudança de frente: cuidamos do terreno interno e externo para que as mochilas (da vida) estejam prontas para a mudança que se apresenta diante dos nossos olhos. A aula foi transmitida ao vivo e online e aqui você pode ter acesso a esse conteúdo exclusivo de Paula Quintão. Vamos preparar as mochilas para uma expedição ao Novo EU. Vamos dar início a uma travessia de transformação e juntos, numa partilha online e gratuita, vamos cuidar do terrreno interno e externo de nossas vidas para acolher o novo e tudo o que pede para ser transformado. Você pode acessar a aula aqui. 

 

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Autor

Paula Quintão segue a desvendar os mundos internos e externos. É escritora & mentora de escritores, transição de vida e negócios digitais. Doutora em Sustentabilidade, montanhista, paraquedista e mergulhadora. Mãe da Clara. Criadora da Escola de Rumos, do Portal Coragem Para Empreender e da Editora Suban a Los Techos, autora do livro Para Sempre Um Novo EU (2012) e O Caminho Que As Estrelas Me Viram Cruzar (2017). Escreve semanalmente dentro das temáticas autoconhecimento, escrita, transformação de vida e empreendedorismo em paulaquintao.com.br

  • Carolina Salem

    Nossa, esse texto parece que foi escrito para mim. Estou nesse momento de mudança, começando pela mudança interior e espero que, aos poucos, se extenda para o exterior…