Eu amo viajar. Meus olhos entram num estado de perplexidade, estado de encantamento. Entro numa sintonia muito grande com o momento presente quando estou viajando. E muito do que aprendi e transformei em mim aconteceu graças às viagens.

Descobri, nos últimos anos, enquanto viajava bastante cruzando os oceanos com minha filha pelos países da Europa, em trilhas pelo Brasil e pela América do Sul, adentrando Macchu Pichu, me rendendo vez após a outra ao Monte Roraima, explorando o deserto do Atacama ou a Patagônia Chilena, atravessando a Espanha e peregrinando a Santiago de Compostela, ou me banhando nas águas de rio e mar de Piracanga… é que as viagens só fazem toda essa movimentação dentro de mim porque eu me permito estar muito presente, me permito viver o agora muito intensamente quando estou em viagem.

E desde que percebi ser essa a grande chave mágica, tudo em minha vida tem ganhado outra dimensão. Estou exercitando, com toda paciência com minhas limitações, o estar no presente, o viver o agora, o não me anestesiar diante da magia que está viva ao meu redor onde quer que eu esteja.

É um longo caminho e um longo desafio o de viver no presente, de viver no agora. Para estar presente eu começo a sentir os cheiros, ouvir os sons do ambiente, observar quem está ao meu redor, sentir a roupa tocando minha pele, perceber como meus ombros estão… na maioria das vezes estão tão tensos e só quando eu observo como estão é que tenho a oportunidade de relaxar, respirar fundo. Até para me alimentar está diferente… vez ou outra posso comer um prato cheio em poucos minutos, muito rápido, muito rápido. Quando me coloco em consciência, me convidando a viver o presente, eu até sinto mais os sabores, sinto a textura da comida, o cheiro, os gostos dos temperos…

Assim, como num passe de mágica, estou viajando todo o tempo. Olhos perplexos com a chama que vem da trempe do fogão, com a cor das azeitonas dentro do vidro de conserva, com o colorido da salada na mesa do almoço, com a risada da minha mãe e do meu pai enquanto conversam preparando o almoço.

Lembro de um post que fiz quando cheguei a Barcelona, no início de 2015, com minha filha para nossa viagem de meses juntas e reproduzo ele aqui. Agora sabendo que esses mesmos olhos estão dispostos e prontos para se arregalarem diante de tudo o que veem dia após dias.

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“Descobri que felicidade tem a ver com arregalar os olhos”, e assim sigo buscando, dia após dia, arregalar meus olhos para o que acontece ao meu redor. Os mais simples momentos guardam preciosidades.

Paula Quintão

24 de janeiro de 2016

 

PS. Falar sobre viagens é sempre tão encantador para mim que três dos meus seis livros são quase exclusivamente sobre isso. O “Para sempre um novo EU”, que está em preparativos para a segunda edição. O “Como fazer, sozinho, uma viagem com propósito”, que você pode fazer o download gratuito em meus livros digitais. E o novo livro que estou escrevendo, que lançarei, se tudo caminhar como imagino, em setembro.

 

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Autor

Paula Quintão segue a desvendar os mundos internos e externos. É escritora & mentora de escritores, transição de vida e negócios digitais. Doutora em Sustentabilidade, montanhista, paraquedista e mergulhadora. Mãe da Clara. Criadora da Escola de Rumos, do Portal Coragem Para Empreender e da Editora Suban a Los Techos, autora do livro Para Sempre Um Novo EU (2012) e O Caminho Que As Estrelas Me Viram Cruzar (2017). Escreve semanalmente dentro das temáticas autoconhecimento, escrita, transformação de vida e empreendedorismo em paulaquintao.com.br

  • Rico Oliveira

    Arregalar os olhos pros movimentos do mundo é sobretudo demonstrar sensibilidade pra vida…pros sonhos…pro mundo!!!! Que possamos olhar, sentir e viver essa doce vida INTENSAMENTE!!!!!

  • Alinne Ferreira

    Olhos arregalados, coração presente e andar atento. Me lembrei da prática da caminhada atenta que fizemos no workshop em BH. Foi mágico. 😉