Autor

Paula Quintão

Browsing

HOJE QUERO FALAR SOBRE O TEMPO sobre o tempo distorcido

Dedico ao meu amigo Magno Souza, guardião das chaves para os caminhos da Montanha Encantada. 

Quero falar sobre o tempo distorcido.
Sobre a pressa.
Sobre andar rápido.
Sobre apressar os passo.
Sobre estar atrasado.
Sobre a data de vencimento.
Sobre os juros.

Hoje quero falar sobre o tempo distorcido. Esse que nos faz perder a fala, que nos faz dormir preocupados, que nos deixa ansiosos assim que abrimos os olhos pela manhã “estou atrasada?”.

Esse não é o tempo do divino. Imagina a árvore amanhecer e se perguntar “estou atrasada pra fazer a fotossíntese?”. Não é a minha natureza esse tempo do relógio. Esse tempo não é parte do meu sistema, é um tempo criado pelo homem que é totalmente alienígena à minha essência.
Um tempo que não consigo digerir. Um tempo que me aperta o peito. E que agora, vivendo em São Paulo, ficou ainda mais indigesto e impossível. O tempo das horas é como água que escorre entre os dedos.

Esse não é o meu tempo.

O meu tempo é o da noite que vira dia. E do dia que vira noite. Uma vez mais. E uma vez mais.
O tempo do plantio e das colheitas.
O tempo da mágica do germinar, da grandiosidade da gestação.
O tempo do encontro. O brilho nos olhos.
O tempo dos processos.
O infinito tempo da saudade.
O tempo do abraço.
O tempo das estações.
O tempo das criações e seus frutos.
O tempo do livre escrever do meu novo livro.
O tempo do agora que é atemporal.

O meu tempo não me apressa, não me cobra. O meu tempo não me cobra juros porque não existe atraso.

Não vou deixar para descobrir somente quando eu morrer que a grande ilusão da vida era medir o tempo pelas horas, pelas datas de vencimento, pelos dias de pagamento.

Em algum de sabedoria sei que a hora de ajustar o lugar dos ponteiros pra mim é agora. E que as horas me servem para o encontro com o outro poder ser combinado. E a partir de agora nada mais.

Sem o tempo dos relógios e das datas de vencimento, sigo o tempo que é meu, que é da minha natureza. E assim eu me assumo viva como tudo que é da natureza: noite e dia, dia e noite, germinar, criar, entregar, fluir, florescer.

Por amor a mim e a minha existência, eu libero o peso que o tempo distorcido impregnou no meu DNA e me conecto com a minha natureza divina das horas infinitas e dos tempos mágicos.

Paula Quintão
16.08.2018 kin 190

TEM JEITO PRA TUDO, sobre no mínimo evitar a pressão arterial alta

“Tem jeito pra tudo”, eu fico ouvindo essa expressão se revirar na minha cabeça. Talvez minha ansiedade de tantas vezes tenha nascença no “jeito pra tudo”, porque aí minha mente mirabolante capaz de criar estratégias das mais elaboradas quer encontrar um jeito, ou até dois, ou três, que é pra sobrar jeito pra resolver tudo, e esqueço de me deixar em paz.

Não funciona muito bem querer dar jeito em tudo, porque muitas vezes é o fazer nada que resolve da melhor forma. 

Hoje é final de ano planetário, termina um ano regido pela semente para iniciar, dia 26, um ano regido pela lua cósmica. A lua traz as marés e as emoções. E desde o meu aniversário em 08 de novembro eu estreei, 260 dias antes, a frequência da mesma lua cósmica que nessa quinta entramos todos.

Para além do sincronário e do ano novo, se tem algo que posso dizer é “não tente dar jeito em tudo, dê jeito em você: nas suas reações, na sua capacidade de lidar com as próprias emoções, no seu vai e vem de vibração, na sua frequência, no seu poder de manter a harmonia mesmo nas pequenas e mais simples doses de caos, na ansiedade, na impaciência, na busca por resolver tudo sozinha. Assim o mundo se ajeita enquanto nos ajeitamos por dentro”.

Com esses cuidados, no mínimo, você evita a pressão alta. Em frente, muchachos e muchacas. Seguinos caminhando lado a lado, agora observando nossas marés emocionais e o quanto nos mantemos firmes no centro.

E acrescento aqui algumas referências sobre o tal sincronário maia que me refiro.

  • Para saber a sua frequência de aniversário e também das principais datas e pessoas que se relaciona, você pode calcular no site http://tzolkin.com.br/. Eu sou kin 239, tormenta harmônica azul, prazer. 
  • Para fazer parte de uma comunidade de pessoas que está exercitando se sintonizar com a lei do tempo natural, você pode saber mais detalhes aqui: https://escoladerumos.com.br/eventos/lei-do-tempo/
  • Para ler mais sobre se deixar em paz, recomendo o livro “A Sutil Arte de Ligar o Foda-se”, um dos mais vendidos na lista dos indicados do mês de julho de 2018. Imagino que o motivo seja simples, estamos todos a nos importar demasiadamente.

Paula Quintão

24 de julho de 2018, final de ano planetário Semente Cristal Amarela

 

O LUGAR DE PODER. sobre o estado de vibração e o poder de criar dentro.

Há algumas semanas entrei por aqui num processo bem intenso de ansiedade. O uso do tempo, a criação de uma rotina conectada ao que sou, o amor ao que faço e à minha missão de vida já são uma realidade pra mim, só que eu me vi numa crise de ansiedade e angústia.

Precisei sair do dia a dia como está e ir até Minas, me recarregar com meus pais e com o clima mais ameno da cidade de interior mineiro. De lá pude enxergar com mais clareza meus processos internos e retornar ao meu dia a dia com as respostas que eu precisava para alinhar dentro.

E aqui estou eu, exercitando algumas dessas respostas. Nesse texto quero partilhar uma delas.

Tem a ver com o uso da força e o uso do poder, há uma grande diferença entre eles. Há alguns dias assisti ao jogo do Brasil e da Bélgica na casa da minha amiga-vizinha-de-andar-de-cima, Fernanda. Lá estava uma amiga em comum, a Luciana, e o que percebemos logo que o jogo começou é que a seleção da Bélgica tinha uma postura diferente da seleção brasileira, mais presente, mais cheia de confiança, mais poderosa.

Chegava a dar medo olhar aquelas expressões dos seus olhos. E naquele instante eu me lembrei de quando, ao final do meu curso de leitura de aura, meu terapeuta fazia uma leitura do meu campo e me contou que via uma dinâmica que contava uma história da época do império romano. Nela, antes de o império romano atacar o certo “império” vizinho, eles prepararam um ataque energético. Minha sensação ao ver o jogo do Brasil é que a Bélgica tinha se preparado energeticamente antes do jogo, vibrado num lugar totalmente diferente que a seleção brasileira.

A vibração é chave para os processos da vida e diz muito sobre nosso poder de criação, de realização e mesmo de resultados. Há um vídeo que viralizou e que até repostei na minha página do facebook há um tempo em que num experimento o menininho diz palavras de amor a uma planta e palavras de crítica para outra planta. O resultado é chocante, chega a dar tristeza. A planta que recebeu as palavras de crítica vai se desfazendo, morrendo, ficando totalmente sem vida.

Sobre a vibração, já há uns meses minha terapeuta de thetahealing Claudia compartilhou um gráfico que associa nossos sentimentos às frequências que carregam. Eu ainda não sabia a fonte desse gráfico, simplesmente me apaixonei por ele e usei em várias ocasiões essa referência. Eis que essa semana uma peça do quebra-cabeça chegou para mim.

O gráfico é do autor David Hawkins e no livro em que ele apresenta sua teoria, seu argumento está em torno da comparação entre o que é o uso da força e o que é o uso do poder. Usamos a força quando estamos vibrando em frequência abaixo de 200 hertz. E o usamos o poder quando estamos vibrando em frequência acima de 200 hertz, me contou a Patrícia em nossa sessão de mentoria.

O livro em que o David conta sobre esse argumento é o Power Vs. Force. E há um vídeo no youtube que faz a síntese do argumento. Acontece que essa consciência e uso desse saber pode trazer muita transformação para nossos dias. Usar o poder ao invés de usar a força é nos conectar com a criação que vem de um lugar de mais fluxo, de mais naturalidade, de mais leveza e que não nasce do esforço, do cansaço, do peso e nem mesmo do uso das horas na aceleração que estamos acostumados.

São essas algumas pistas que tenho recebido, respostas para as perguntas sobre como desacelerar o meu tempo e ao mesmo tempo ter resultados melhores em tudo que me dedico, sobre como manter meu coração aberto para a vida e para os sonhos sem me angustiar ou ficar ansiosa, sobre como encontrar no dia a dia o prazer de usufruir de tudo o que sou, o que vivo e o que existe.

Que por aí essas pistas se encaixem também com as respostas que você vem buscando para seu caminhar.

Em frente.

Paula Quintão.

15. 07.2018

O IMPERATIVO DO “MAS PODERIA SER MELHOR”

Desde crianças fomos treinados a “melhorar algo”. É um imperativo. É um modo operandis. Principalmente as escolas nos infiltram essa lógica e entendemos que é preciso “buscar melhorias”.

Sua nota foi boa, mas poderia ser melhor.
Seu desempenho foi bom, mas poderia ser melhor.
Sua alimentação está boa, mas poderia ser melhor.
Sua palestra foi ótima, mas poderia ser melhor.
Suas vendas arrasaram, mas poderia ser melhor.
Seu corpo está saudável, mas poderia estar melhor.
Seus cabelos estão lindos, mas poderiam estar melhor.
Seu relacionamento está em paz, mas poderia estar melhor.

O estímulo por “melhorar” sempre nasce de um comparativo. Vejo a realidade do agora, vejo o que poderia ser o “ideal” e faço essa conta que é mais ou menos assim:

Equação: SITUAÇÃO IDEAL MENOS SITUAÇÃO AGORA = O QUE PRECISA MELHORAR

Quando eu monto a equação do que precisa melhorar, eu preciso necessariamente colocar a “situação agora” em comparativo com a “situação ideal” e portanto nunca tenho um resultado positivo.

É lógico que poderia estar melhor. Tudo poderia estar melhor. E aí mora a grande crueldade desse discurso. É como olhar lá na frente, olhar lá no futuro, criar uma idealização do que poderia estar melhor e trazer para o presente – esse presente que não tem como ser diferente, que é como é, que é exatamente como está.

É uma lógica cruel porque desvaloriza o presente, retira a completude do momento AGORA e enxerga a parte que falta (essa que faria da coisa uma coisa melhor) ao invés da parte que há. O estímulo por melhorar, inevitavelmente, não valoriza integralmente o presente e o agora.

A idealização do futuro melhor comparado ao agora só nos tira as forças e nos impede de realmente avançar no próximo passo, porque nos retira o solo onde pisam os nossos pés e de onde nasce o próximo movimento.

Os workshops de constelação familiar do Andrei Moreira me ensinaram sobre o quanto o MAS, numa frase, tem o poder de eliminar tudo o que veio antes dele. E sempre que dizemos “mas poderia ser melhor”, é como se descartássemos (ou diminuíssemos) o valor do que há agora, do que é, do que somos nesse instante.

Sim, um mundo de coisas poderiam estar melhor. Absolutamente tudo poderia estar melhor.

Aqui mora uma solução e uma forma de equilibrar o que realmente queremos ao nos dizer “melhora”. Nossa intenção é DESENVOLVER. Ou seja, se intencionarmos desenvolver adotamos uma postura bem diferente e aí sim fortalecedora.

Porque é muito diferente quando nos alinhamos com o aprimoramento e o desenvolvimento constante. O aprimoramento não nasce do comparativo com a idealização, nasce da valorização do presente, da apropriação completa do agora, do entendimento pleno do lugar que você ocupa e da pergunta pró-ativa, feita ao momento presente, sobre o que é possível fazer AGORA. Daí vem a solução para essa equação. Ao invés de a mente criar um comparativo com o futuro, ela se apropria do PRESENTE e a partir dele eu escolho o próximo passo em direção ao rumo que sinto ser de desenvolvimento para mim a partir daquele instante.

Estamos em constante aprimoramento. Enxergar isso nos fortalece e valoriza. Podemos sempre intencionar nos aprimorar, aprender algo, transformar algo, mergulhar mais profundo em nós mesmos.

O estímulo do “melhorar”, ao contrário de ser fortalecedor para esse aprimoramento, se torna um peso, tira a força, estressa, gera ansiedade, frustração e a constante sensação de não estarmos prontos nem sermos bons o suficiente NUNCA. Enquanto o estímulo do “desenvolver” olha o momento presente, valoriza o lugar do agora e se pergunta “qual é o próximo passo a partir do lugar que estou”.

Por aqui meu cuidado tem sido o de tirar o peso, de liberar essa constante busca por melhorar e me sentir o mais presente possível no que há agora em mim, do que é o hoje e do quanto o que é possível para hoje já é maravilhoso, me perguntando todos os dias quais os meus próximos passos em direção ao que entendo como desenvolvimento para mim.

Paula Quintão
14 de junho de 2018

QUERO RELACIONAMENTO PARA SER EU MESMA sobre intimidade

Algo em mim gosta do dia dos namorados.

Não é aquela coisa “love is in the air”, sou uma romântica por natureza mas não nesse estilo corações que saem pelas orelhas e serenatas que tocam na varanda.

Algo em mim gosta do dia dos namorados. E não é aquela coisa meio vanguarda estilo “meu amor próprio me basta”, porque sei o quanto é bom ficar em minha companhia e não preciso do dia dos namorados para reafirmar isso.

Algo em mim gosta desse dia que celebra as relações, porque no fundo no fundo bem sei que são os relacionamentos que regem nossas vidas.

E para mim os relacionamentos amorosos foram geradores das forças que me moveram nos maiores processos de mudança e transformação da minha vida.

Aquele que me revelou o que eu realmente compreendo como intimidade.

Aquele que me trouxe forças para ler uns quase 100 livros de filosofia num período curtíssimo de tempo.

Aquele que me levou à montanha. Aquele que me fez voltar à montanha.

Aquele que me inspirou para escrever meu primeiro livro. Ou aquele que me inspirou para escrever meu segundo livro.

Aquele que me trouxe um reencontro com a espiritualidade.

Aquele que me relembrou quem eu era.

Desde os 11 anos eu tenho um coração que ama, que se apaixona, que se conecta ao outro numa atmosfera única de encantamento, despertar e expansão das percepções. Sou encantada com o estado da paixão porque ele é potencialmente criador. Descubro mundos dentro e fora de mim graças a esses estágios que a paixão me traz.

E algo a mais que esses anos de amor trouxeram de presente foi o entendimento do que é intimidade. E do quanto o que eu quero mesmo é intimidade.

Ah, como a intimidade é bonita.

O que não tem a ver com dormir juntos ou fazer sexo a noite toda. Ou ir ao banheiro de porta aberta. Intimidade não tem a ver com morar juntos ou dividir as contas de casa. Essas podem ser as superfícies, mas eu caminho mesmo é nas profundidades. Intimidade, pra mim, tem a ver com se desnudar pela alma, se revelar, tem a ver com se narrar para o outro. Sentar frente a frente e poder soltar o que vem no coração, mergulhando em si e narrando em voz alta ao outro. Inteiro, sem censuras.

Se lá fora já há um mundo que tantas vezes nos atropela e nos apressa, aqui dentro eu quero mais é colo macio, quero escuta amorosa. Mas não quero só olhos que me olham, quero olhos dispostos a partilhar, a sorrir comigo quando for hora de sorrir, a dizer “não gosto disso” quando for assim, a também me revelar medos, segredos mais profundos, amores que nascem pelo meio do caminho.

Quero relacionamento para ser eu mesma, pra não me envergonhar da roupa que uso, da cara amassada pela manhã, do cabelo sem pentear, dos dias sem maquiagem, de chorar sem motivo no meio da conversa, de ficar irritada e nervosa quando for o que sinto. Quero relacionamento para o outro não ter medo de mim. Relacionamento para o outro ser ele mesmo, só isso e nada mais. Relacionamento para que eu possa narrar a Paula que me habita. E para o outro narrar o ser que o habita, inteiro, todo transparência, a história inteira, humano que não tenta ser salvador de nada, nem de mim nem de ninguém. Apenas ser.

Sonhadora que sou, eis aí meu lugar interno sobre os relacionamentos. Lugar que estou construindo dentro de mim todos os dias para que chegue o momento que ele possa nascer no encontro com o outro. E se for pra compartilhar dia dos namorados, aniversário, ano novo, natal, as horas, a vida, quero compartilhar assim.

Paula Quintão
12 de junho de 2018