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O DNA do Negócio que nasce da alma

Paula Quintão | 23 de outubro de 2018

Se não vier do fundo da sua alma, não vai fazer sentido e não vai durar”, do Jack para a Ally, em A Star Is Born Nasce Uma Estrela, com Bradley Cooper e Lady Gaga.

Há um jeito de criar um mundo a partir da nossa alma. Pode parecer que não, mas há. Pode parecer que é utópico, pode parecer que é sonho para depois da aposentadoria. Pode parecer que se for para viver de alma vamos ter que abrir mão de muita coisa.

Mas não é verdade.
A verdade é que viver da alma ao contrário de ser mais difícil é mais fácil. Criar o que é natural, criar a partir da nossa essência traz sempre resultados melhores do que criar a partir da demanda externa que nos conta histórias sobre produtividade, sobre o que o mercado valoriza, sobre o que as pessoas valorizam, sobre o que vende e o que não vende, sobre o que sustenta nosso estilo de vida e o que não sustenta.

É possível criar para o externo e ter ótimos resultados. Mas se a criação para o externo nasce do que vem da essência, antes mesmo de ter resultados externos, você já tem imensos resultados internos. Uma realização, um senso de “estou no meu lugar”, um retroabastecimento de energia mais natural, uma sensação de vida.

Tudo o que somos, tudo o que é natural em nós – conhecimentos, interesses, olhar, habilidades, temas, experiências, forma de perceber o mundo, bagagens – tem valor para alguém. Sempre tem alguém precisando exatamente do que somos e temos a oferecer. A equação é sempre perfeita. O que muitas vezes não conseguimos é revelar esse valor, é comunicar o valor e transformar em ações, produtos, serviços, vendas, rendimento financeiro. E tudo isso se aprende, se exercita, se pratica. Isso é o de menos. Aprender a comunicar e criar a partir da essência é possível, mudar a essência é que não é possível.

Tudo o que somos tem valor para alguém. E tudo o que somos tem o potencial em si mesmo de nos prover para sermos o que viemos ser. Basta saber transformar valor da essência em valor percebido pelo outro.

O que vem do fundo da alma precisa ser a bússola que guia a entrega e a construção da vida, e não o contrário.

Paula Quintão
23 de outubro de 2018

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(estou em tempo de divulgação do DNA do Negócio, a espiral que descobri que conta sobre o que é preciso fazer para manter vivo e sustentado um negócio que nasce a partir da essência)

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AS NOSSAS MONTANHAS DA VIDA sobre áreas que nos desafiam

Paula Quintão | 26 de setembro de 2018

montanhas da vida
AS NOSSAS MONTANHAS DA VIDA
por Paula Quintão
 
Aquelas áreas que mais nos desafiam são como nossas grandes montanhas da vida. Será a vida profissional? A vida financeira? A vida dos relacionamentos amorosos? A família? O corpo?
 
É só olhar para quais áreas mais nos pedem atenção e mais nos exigem equilíbrio, presença, que encontramos as montanhas da vida. Ou a montanha da vida.
 
Algumas áreas são uma montanhazinha coisa fácil, tipo uma travessia que faríamos em três dias pela Patagônia Chilena, paisagens lindas, um certo cansaço, uma dorzinha nos músculos, mas água quente e albergues de cama macia.
 
Outras áreas são como uma Serra Fina feita em três dias com um guia horrível que te apressa, com um grupo até engraçado, mas com barracas instaladas sobre pedras que durante toda a noite marcam sua coluna ou seu quadril.
 
E ainda outras áreas da vida que são como cordilheiras. Ou como estar a quase 4mil metros de altitude na trilha inca e você não consegue pensar em nada, só consegue seguir o instinto de dar o próximo passo, respiração totalmente ofegante.
 
Montanhas, mais montanhas, mais montanhas, mais montanhas. Você pode até achar que está tudo resolvido naquela área e aí chegam os ventos e bagunçam tudo, tiram seu rumo, uma nevasca desmarca toda a trilha e você precisa sempre consultar sua bússola interna para dar o próximo passo.
 
Eu amo as montanhas. Com elas aprendo o valor do passo a passo, da paciência com meus tempos e meus limites, a beleza que sempre há ao redor mesmo nos trechos de maior dificuldade e o quanto os sentimentos se transformam, o quanto a dor sentida é esquecida e em instantes ganha lugar para a alegria.
 
Hoje meu exercício tem sido olhar para as montanhas que hoje eu subo. Olhar para as áreas da minha vida e me perguntar como estão cada uma delas e em que fase da travessia eu estou. A explorar.
 
Paula Quintão
26 de setembro (kin 231)
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ÂNGULO DE VISÃO. sobre modos diferentes de enxergar a realidade

Paula Quintão | 12 de setembro de 2018

Ângulo de visão
Por Paula Quintão

Não dá pra pegar o seu ângulo de visão e emprestar para outra pessoa. Não dá pra dizer em palavras o que você vê e achar que o outro vai ver igual. Não vai. O outro só consegue ver com os seus olhos se ele te pergunta: “o que você vê daí?”. Só se ele te pergunta. E aí os seus dizeres vão ser como um empréstimo dos seus olhos para o outro.

Acontece isso no processo de expansão de consciência. Você vai vendo o invisível. E fica nessa ansiedade de o outro também ver. Porque quando a gente passa a ver parece tão óbvio que até esquecemos que antes também a gente não via. Só que o outro está vendo do ângulo dele, e não está te pedindo olhos emprestados.

Melhor seguir avançando na nossa própria visão, expandindo nosso olhar e percepção, do que ficar na tentativa de fazer o outro ver. Isso é o salvacionismo que o ego tem necessidade de viver.

Há uns dias escrevi sobre dar feedback que não foram pedidos e sinto que é a mesma coisa: o outro não pediu seus olhos emprestados, então ficamos na nossa. E avançamos na ampliação do que estamos vendo.

É assim. Cada um do seu lugar, todos juntos colaborando para o todo.

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POR SORRISOS QUE QUERO SORRIR. sobre liberar a parte que é feita de plástico.

Paula Quintão | 5 de setembro de 2018

POR SORRISOS QUE QUERO SORRIR. sobre liberar a parte que é feita de plástico.

Ela ensinou as mulheres a sorrirem quando seus maridos esbravejassem com elas. Me disse “faça isso e você vai ver que funciona”. E eu sorri, sorri como um plástico para ela. Sorri para aquela mulher. Sorri e me machuquei um pouco mais. E isso me custou meu estômago nessa manhã de segunda. Revirou minha alma. Me fez sentir tristeza. Me fez chorar um pouco mais do que eu já estava chorando pelo museu nacional que pegou fogo bem enquanto ela dizia isso.

Não quero sorrir para ter que desarmar um homem, não é minha natureza e não vou fazer isso comigo. Me lembrei de quando meu ex-marido disse num email enquanto eu me recolhia em um quarto de hotel buscando forças para continuar aquele relacionamento. “Voltam os sorrisos, voltam as flores”. Chorei aquele dia. Não havia mais como dar um sorriso que não viesse de um lugar sincero da alma.

Cada novo sorrir não sincero tornou-se uma punição à minha alma e ao meu coração. Por todas as mulheres da minha família que precisaram sorrir sem querer, que se sentiram obrigadas a receber entre suas pernas um homem que não era bem-vindo naquele dia, que se puseram a cuidar de tudo invisivelmente creditando tudo de bom a seus maridos, que desistiram de suas vidas em suicídios silenciosos para evitar dizer “basta” quando era impossível manter em seu rosto um sorriso de “concordo com você”…. por elas e por mim, não posso sorrir quando meu coração pede outra coisa diferente de sorrir.

Não quero fazer um sorriso quando minha alma pede “respeite-me”. Em tempos recentes, minha expressão conectou-se ao meu coração. Meu sentir conectou-se às linhas do meu rosto, do meu corpo.

Um sentir e um amar que passa por tudo que sou. E não sou só esse sorriso que concorda e acolhe. Sou inteira e por mim passa a raiva, passam os olhos assustados, as lágrimas derramadas, os abraços espontâneos, os silêncios que pedem calma, o pedido de respeito das palavras pronunciadas e ouvidas, o cuidar de mim para depois cuidar do outro, a humana inteira que sou.
Paula Quintão.
03 de setembro.
Onda do Guerreiro. Kin 208
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E depois desse final de semana eu anuncio que estou em época de lançamento da nova edição do Espírito Selvagem 2018, edição ano 4, agora uma comunidade de mulheres. É tempo. Logo.

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CAMINHAR NA DÚVIDA sobre seguir em frente mesmo sem clareza

Paula Quintão | 28 de agosto de 2018

CAMINHAR NA DÚVIDA sobre seguir em frente mesmo sem clareza

por Paula Quintão

Ela me escreveu porque sofria em seu mar de dúvidas. “Como caminho para algum lugar se nem sei para onde quero ir, Paula Quintão? Como caminho em meio a tanto dúvida se tudo o que vejo são pessoas que têm tantas certezas?”.

E meu coração se conectou a ela. Porque é tão ilusório pensar que o outro está vivendo lá em suas certezas. Estamos todos em processo. E o seu processo de dúvida é o meu processo de dúvida.  É também o processo de todos nós humanos. Somos todos assim, uma confusão por dentro buscando luzes que nos ancorem em um encontro com nós mesmos. Vez ou outra a confusão se alinha, vem um lampejo de clareza e sentimos “agora sim”. E o vento vem de novo e bagunça os cabelos, muda os cenários, refaz as paisagens.

Passamos a vida lapidando a descoberta do que somos e para que viemos. E esse é um processo que dói se não aceitamos que é assim mesmo. Temos dúvidas, e que mal há nisso. A dúvida nada mais é que uma pergunta.

Tenho dúvidas eu, Paula. Tem dúvidas todas essas pessoas que você tanto admira e acredita que estão com as perguntas todas respondias. Quem olha de fora pensa que está tudo resolvido dentro. Mas não está. Porque essa é a jornada de todos nós. Todo mundo tem dúvida. A pergunta faz parte da essência humana.

E a gente avança mesmo com dúvida, essa é a grande questão. Caminhando em frente a clareza vai chegando. É no passo a passo, no seguir em frente, mesmo que andando em círculos ainda assim avançamos algo, é que vamos aos poucos eliminar as dúvidas e encontrar mais certezas. Mas para encontrar as certezas, que nada mais são do que dissolução da dúvida, precisamos caminhar no escuro.

E de tanto caminhar no escuro, começamos a enxergar a luz que os olhos podem ver dentro da própria escuridão. A vida acontece no escuro, tal como um bebê se formando na barriga de sua mãe. Em frente.

Paula Quintão.

28 de agosto de 2018. kin 202

 

E aqui te dedico uma canção. Ouça com o coração.

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ORDEM DA AJUDA sobre feedbacks e ajudas que não foram pedidos

Paula Quintão | 23 de agosto de 2018

Sobre feedbacks que não foram pedidos e sobre as ordens da ajuda

Por Paula Quintão

Às vezes nos colocamos na posição de ajudar o outro. Na posição de quem estende a mão para fazer um “bem”. Só que o outro não nos pediu nada, não solicitou ajuda, nem ao menos quer ajuda.

Sistemicamente há uma desordem aí: ajudar sem que o outro tenha pedido ajuda, responder sem que o outro tenha perguntado.

Eu via muito isso acontecer na Amazônia durante o tempo que morei lá. As comunidades ribeirinhas recebem muitos projetos de ajuda, às vezes por algo totalmente inútil naquele contexto. Essa semana no evento que palestrei a Petrina falou sobre isso. “Ajudar sem antes se conectar ao humano do outro lado é totalmente descabido”, dizia ela algo assim.

Lembro de quando o Luciano Huck com aquele jeito salvador da pátria foi fazer umas mudanças e investimentos numa comunidade ribeirinha: uma pousada, energia elétrica e freezers da coca cola. Talvez pra nós soe exagero os freezers, mas muito provável que pra eles a energia elétrica já seja um exagero, porque é outro mundo, é outro paradigma, é uma realidade que você náo dá conta porque não é a sua. Mais fácil seria perguntar: estão precisando de algo? Talvez motores de rabeta e diesel fosse uma resposta mais lógica, mas aí o bem não ia ter efeito para quem queria fazer.

O sentido está na ordem: a ajuda vem com base no que o outro solicita.

Lembro de quando tive infecção urinária em 2009 e fiquei de cama uma semana sem conseguir me mexer nem comer direito. A mãe de uma aluna da faculdade, a Fernanda, veio até minha casa, nunca tínhamos nos visto antes. Ela bateu na porta, eu atendi e ela disse: eu vim te ajudar no que você precisar. E eu disse: o que você puder me ajudar. Ali eu dava sinal verde. Ela descongelou uma carne, fez um pure de batatas, serviu pra mim e levou no sofá onde eu estava deitada. Depois limpou coisas da casa, lavou as loças. E eu só agradecia, eu agradecia, eu agradecia. Até hoje meu coração agradece essa anja. Mas ela me perguntou. “Ela me perguntou”. E isso é muito respeitador, é muito valioso.

Essa necessidade de responder sem ninguém perguntar ou ajudar sem ninguém ter pedido nada mostra uma patologia que é nossa e não do outro.

Vejo que às vezes o outro pode não se dar conta que precisa de ajuda, que o outro pode estar acanhado, que o outro pode achar que não é pra te pedir nada porque você não está disponível. É pra esses casos que serve a simples pergunta: “você está precisando de algo?”. Se a resposta for sim, você vai ter como ajudar; se for não, você digere sua sede de dar e vai direcioná-la para algo em sua própria vida ou na vida de outro alguém que te diga “sim”.

O mesmo serve para feedbacks, o mesmo serve sobre analisar o outro, o mesmo serve para orientar alguém. Pergunte se o outro quer ser orientado, quer ser avaliado, quer ser analisado. Se sim, você está diante de alguém em posição receptiva, faça então seu movimento de dar. Se não, você está diante de alguém que não quer ouvir o que você tem pra dizer e sua ação só vai trazer indigestão mesmo que seja com a melhor das intenções.

Uma ordem da ajuda, bem nos ensina Bert Hellinger em seus estudos sistêmicos, é a ajuda ser solicitada pelo outro. Importante refletir, mais importante ainda executar.

Paula Quintão

23 de agosto de 2018

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HOJE QUERO FALAR SOBRE O TEMPO sobre o tempo distorcido

Paula Quintão | 16 de agosto de 2018

Dedico ao meu amigo Magno Souza, guardião das chaves para os caminhos da Montanha Encantada. 

Quero falar sobre o tempo distorcido.
Sobre a pressa.
Sobre andar rápido.
Sobre apressar os passo.
Sobre estar atrasado.
Sobre a data de vencimento.
Sobre os juros.

Hoje quero falar sobre o tempo distorcido. Esse que nos faz perder a fala, que nos faz dormir preocupados, que nos deixa ansiosos assim que abrimos os olhos pela manhã “estou atrasada?”.

Esse não é o tempo do divino. Imagina a árvore amanhecer e se perguntar “estou atrasada pra fazer a fotossíntese?”. Não é a minha natureza esse tempo do relógio. Esse tempo não é parte do meu sistema, é um tempo criado pelo homem que é totalmente alienígena à minha essência.
Um tempo que não consigo digerir. Um tempo que me aperta o peito. E que agora, vivendo em São Paulo, ficou ainda mais indigesto e impossível. O tempo das horas é como água que escorre entre os dedos.

Esse não é o meu tempo.

O meu tempo é o da noite que vira dia. E do dia que vira noite. Uma vez mais. E uma vez mais.
O tempo do plantio e das colheitas.
O tempo da mágica do germinar, da grandiosidade da gestação.
O tempo do encontro. O brilho nos olhos.
O tempo dos processos.
O infinito tempo da saudade.
O tempo do abraço.
O tempo das estações.
O tempo das criações e seus frutos.
O tempo do livre escrever do meu novo livro.
O tempo do agora que é atemporal.

O meu tempo não me apressa, não me cobra. O meu tempo não me cobra juros porque não existe atraso.

Não vou deixar para descobrir somente quando eu morrer que a grande ilusão da vida era medir o tempo pelas horas, pelas datas de vencimento, pelos dias de pagamento.

Em algum de sabedoria sei que a hora de ajustar o lugar dos ponteiros pra mim é agora. E que as horas me servem para o encontro com o outro poder ser combinado. E a partir de agora nada mais.

Sem o tempo dos relógios e das datas de vencimento, sigo o tempo que é meu, que é da minha natureza. E assim eu me assumo viva como tudo que é da natureza: noite e dia, dia e noite, germinar, criar, entregar, fluir, florescer.

Por amor a mim e a minha existência, eu libero o peso que o tempo distorcido impregnou no meu DNA e me conecto com a minha natureza divina das horas infinitas e dos tempos mágicos.

Paula Quintão
16.08.2018 kin 190

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TEM JEITO PRA TUDO, sobre no mínimo evitar a pressão arterial alta

Paula Quintão | 25 de julho de 2018

“Tem jeito pra tudo”, eu fico ouvindo essa expressão se revirar na minha cabeça. Talvez minha ansiedade de tantas vezes tenha nascença no “jeito pra tudo”, porque aí minha mente mirabolante capaz de criar estratégias das mais elaboradas quer encontrar um jeito, ou até dois, ou três, que é pra sobrar jeito pra resolver tudo, e esqueço de me deixar em paz.

Não funciona muito bem querer dar jeito em tudo, porque muitas vezes é o fazer nada que resolve da melhor forma. 

Hoje é final de ano planetário, termina um ano regido pela semente para iniciar, dia 26, um ano regido pela lua cósmica. A lua traz as marés e as emoções. E desde o meu aniversário em 08 de novembro eu estreei, 260 dias antes, a frequência da mesma lua cósmica que nessa quinta entramos todos.

Para além do sincronário e do ano novo, se tem algo que posso dizer é “não tente dar jeito em tudo, dê jeito em você: nas suas reações, na sua capacidade de lidar com as próprias emoções, no seu vai e vem de vibração, na sua frequência, no seu poder de manter a harmonia mesmo nas pequenas e mais simples doses de caos, na ansiedade, na impaciência, na busca por resolver tudo sozinha. Assim o mundo se ajeita enquanto nos ajeitamos por dentro”.

Com esses cuidados, no mínimo, você evita a pressão alta. Em frente, muchachos e muchacas. Seguinos caminhando lado a lado, agora observando nossas marés emocionais e o quanto nos mantemos firmes no centro.

E acrescento aqui algumas referências sobre o tal sincronário maia que me refiro.

  • Para saber a sua frequência de aniversário e também das principais datas e pessoas que se relaciona, você pode calcular no site http://tzolkin.com.br/. Eu sou kin 239, tormenta harmônica azul, prazer. 
  • Para fazer parte de uma comunidade de pessoas que está exercitando se sintonizar com a lei do tempo natural, você pode saber mais detalhes aqui: https://escoladerumos.com.br/eventos/lei-do-tempo/
  • Para ler mais sobre se deixar em paz, recomendo o livro “A Sutil Arte de Ligar o Foda-se”, um dos mais vendidos na lista dos indicados do mês de julho de 2018. Imagino que o motivo seja simples, estamos todos a nos importar demasiadamente.

Paula Quintão

24 de julho de 2018, final de ano planetário Semente Cristal Amarela

 

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O LUGAR DE PODER. sobre o estado de vibração e o poder de criar dentro.

Paula Quintão | 15 de julho de 2018

Há algumas semanas entrei por aqui num processo bem intenso de ansiedade. O uso do tempo, a criação de uma rotina conectada ao que sou, o amor ao que faço e à minha missão de vida já são uma realidade pra mim, só que eu me vi numa crise de ansiedade e angústia.

Precisei sair do dia a dia como está e ir até Minas, me recarregar com meus pais e com o clima mais ameno da cidade de interior mineiro. De lá pude enxergar com mais clareza meus processos internos e retornar ao meu dia a dia com as respostas que eu precisava para alinhar dentro.

E aqui estou eu, exercitando algumas dessas respostas. Nesse texto quero partilhar uma delas.

Tem a ver com o uso da força e o uso do poder, há uma grande diferença entre eles. Há alguns dias assisti ao jogo do Brasil e da Bélgica na casa da minha amiga-vizinha-de-andar-de-cima, Fernanda. Lá estava uma amiga em comum, a Luciana, e o que percebemos logo que o jogo começou é que a seleção da Bélgica tinha uma postura diferente da seleção brasileira, mais presente, mais cheia de confiança, mais poderosa.

Chegava a dar medo olhar aquelas expressões dos seus olhos. E naquele instante eu me lembrei de quando, ao final do meu curso de leitura de aura, meu terapeuta fazia uma leitura do meu campo e me contou que via uma dinâmica que contava uma história da época do império romano. Nela, antes de o império romano atacar o certo “império” vizinho, eles prepararam um ataque energético. Minha sensação ao ver o jogo do Brasil é que a Bélgica tinha se preparado energeticamente antes do jogo, vibrado num lugar totalmente diferente que a seleção brasileira.

A vibração é chave para os processos da vida e diz muito sobre nosso poder de criação, de realização e mesmo de resultados. Há um vídeo que viralizou e que até repostei na minha página do facebook há um tempo em que num experimento o menininho diz palavras de amor a uma planta e palavras de crítica para outra planta. O resultado é chocante, chega a dar tristeza. A planta que recebeu as palavras de crítica vai se desfazendo, morrendo, ficando totalmente sem vida.

Sobre a vibração, já há uns meses minha terapeuta de thetahealing Claudia compartilhou um gráfico que associa nossos sentimentos às frequências que carregam. Eu ainda não sabia a fonte desse gráfico, simplesmente me apaixonei por ele e usei em várias ocasiões essa referência. Eis que essa semana uma peça do quebra-cabeça chegou para mim.

O gráfico é do autor David Hawkins e no livro em que ele apresenta sua teoria, seu argumento está em torno da comparação entre o que é o uso da força e o que é o uso do poder. Usamos a força quando estamos vibrando em frequência abaixo de 200 hertz. E o usamos o poder quando estamos vibrando em frequência acima de 200 hertz, me contou a Patrícia em nossa sessão de mentoria.

O livro em que o David conta sobre esse argumento é o Power Vs. Force. E há um vídeo no youtube que faz a síntese do argumento. Acontece que essa consciência e uso desse saber pode trazer muita transformação para nossos dias. Usar o poder ao invés de usar a força é nos conectar com a criação que vem de um lugar de mais fluxo, de mais naturalidade, de mais leveza e que não nasce do esforço, do cansaço, do peso e nem mesmo do uso das horas na aceleração que estamos acostumados.

São essas algumas pistas que tenho recebido, respostas para as perguntas sobre como desacelerar o meu tempo e ao mesmo tempo ter resultados melhores em tudo que me dedico, sobre como manter meu coração aberto para a vida e para os sonhos sem me angustiar ou ficar ansiosa, sobre como encontrar no dia a dia o prazer de usufruir de tudo o que sou, o que vivo e o que existe.

Que por aí essas pistas se encaixem também com as respostas que você vem buscando para seu caminhar.

Em frente.

Paula Quintão.

15. 07.2018

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O IMPERATIVO DO “MAS PODERIA SER MELHOR”

Paula Quintão | 14 de junho de 2018

Desde crianças fomos treinados a “melhorar algo”. É um imperativo. É um modo operandis. Principalmente as escolas nos infiltram essa lógica e entendemos que é preciso “buscar melhorias”.

Sua nota foi boa, mas poderia ser melhor.
Seu desempenho foi bom, mas poderia ser melhor.
Sua alimentação está boa, mas poderia ser melhor.
Sua palestra foi ótima, mas poderia ser melhor.
Suas vendas arrasaram, mas poderia ser melhor.
Seu corpo está saudável, mas poderia estar melhor.
Seus cabelos estão lindos, mas poderiam estar melhor.
Seu relacionamento está em paz, mas poderia estar melhor.

O estímulo por “melhorar” sempre nasce de um comparativo. Vejo a realidade do agora, vejo o que poderia ser o “ideal” e faço essa conta que é mais ou menos assim:

Equação: SITUAÇÃO IDEAL MENOS SITUAÇÃO AGORA = O QUE PRECISA MELHORAR

Quando eu monto a equação do que precisa melhorar, eu preciso necessariamente colocar a “situação agora” em comparativo com a “situação ideal” e portanto nunca tenho um resultado positivo.

É lógico que poderia estar melhor. Tudo poderia estar melhor. E aí mora a grande crueldade desse discurso. É como olhar lá na frente, olhar lá no futuro, criar uma idealização do que poderia estar melhor e trazer para o presente – esse presente que não tem como ser diferente, que é como é, que é exatamente como está.

É uma lógica cruel porque desvaloriza o presente, retira a completude do momento AGORA e enxerga a parte que falta (essa que faria da coisa uma coisa melhor) ao invés da parte que há. O estímulo por melhorar, inevitavelmente, não valoriza integralmente o presente e o agora.

A idealização do futuro melhor comparado ao agora só nos tira as forças e nos impede de realmente avançar no próximo passo, porque nos retira o solo onde pisam os nossos pés e de onde nasce o próximo movimento.

Os workshops de constelação familiar do Andrei Moreira me ensinaram sobre o quanto o MAS, numa frase, tem o poder de eliminar tudo o que veio antes dele. E sempre que dizemos “mas poderia ser melhor”, é como se descartássemos (ou diminuíssemos) o valor do que há agora, do que é, do que somos nesse instante.

Sim, um mundo de coisas poderiam estar melhor. Absolutamente tudo poderia estar melhor.

Aqui mora uma solução e uma forma de equilibrar o que realmente queremos ao nos dizer “melhora”. Nossa intenção é DESENVOLVER. Ou seja, se intencionarmos desenvolver adotamos uma postura bem diferente e aí sim fortalecedora.

Porque é muito diferente quando nos alinhamos com o aprimoramento e o desenvolvimento constante. O aprimoramento não nasce do comparativo com a idealização, nasce da valorização do presente, da apropriação completa do agora, do entendimento pleno do lugar que você ocupa e da pergunta pró-ativa, feita ao momento presente, sobre o que é possível fazer AGORA. Daí vem a solução para essa equação. Ao invés de a mente criar um comparativo com o futuro, ela se apropria do PRESENTE e a partir dele eu escolho o próximo passo em direção ao rumo que sinto ser de desenvolvimento para mim a partir daquele instante.

Estamos em constante aprimoramento. Enxergar isso nos fortalece e valoriza. Podemos sempre intencionar nos aprimorar, aprender algo, transformar algo, mergulhar mais profundo em nós mesmos.

O estímulo do “melhorar”, ao contrário de ser fortalecedor para esse aprimoramento, se torna um peso, tira a força, estressa, gera ansiedade, frustração e a constante sensação de não estarmos prontos nem sermos bons o suficiente NUNCA. Enquanto o estímulo do “desenvolver” olha o momento presente, valoriza o lugar do agora e se pergunta “qual é o próximo passo a partir do lugar que estou”.

Por aqui meu cuidado tem sido o de tirar o peso, de liberar essa constante busca por melhorar e me sentir o mais presente possível no que há agora em mim, do que é o hoje e do quanto o que é possível para hoje já é maravilhoso, me perguntando todos os dias quais os meus próximos passos em direção ao que entendo como desenvolvimento para mim.

Paula Quintão
14 de junho de 2018

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