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ENCANTADA. Mudanças Para Transformar.

Paula Quintão | 25 de fevereiro de 2018

Esses dias têm sido de chá e não de café. Porque tem vezes que é preciso fazer mudanças, fazer ajustes, pegar aquele saber que está guardado e colocar na mesa, colocar na xícara, colocar sob o sol. Eu soube que estava com pressão alta durante o carnaval. E eu soube que café piorava. Como soube sobre o sal, sobre a atividade física, sobre o beber água. E não adianta só saber e não fazer. Adianta mesmo é a mudança, é preencher a xícara do mais delicioso chá de hibisco, cavalinha e hortelã – porque Esteban Andrejuk , eu sei que era também pra ter equinácia, mas ainda não encontrei. E me faz feliz a mudança, me faz feliz ver a pressão normal de novo, me faz bem e floresce minha alma a capacidade de me transformar. .:. E foi assim… transformação das grandes bem em época de lançamento do Programa de Mentoria Minha Guinada. Belas chaves desvendadas. Para mais detalhes do Programa, clique aqui. .:.

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UM POUCO DOS BASTIDORES TEDx

Paula Quintão | 2 de fevereiro de 2018

Um pouco dos bastidores TEDx

No dia em que cheguei em Maceió para o TEDx, uma das primeiras coisas que tive que fazer assim que as malas ficaram no hotel foi buscar um centro de imagens para tirar um raio x do meu punho, e então recebi a notícia que minha irmã tinha entrado em trabalho de parto e meu sobrinho nasceu com 5 meses de gestação. Foi um susto, uma dor. Ele ficou vivo naquele momento, mas já sabíamos que seriam muito difíceis os próximos dias – e realmente foram bem tristes.

Ao mesmo tempo eu lidava com a dúvida de ter ou não que operar meu punho, por isso o raio x. No meu quarto de hotel recebi a primeira sessão de thetahealing com a Claudia Säkai e junto a ela a Vê Kacinskis me tratava com bodytalk. Era um intensivo para o punho.

E ainda um detalhe a mais sobre o TED. Todos tinham suas falas decoradas e cronometradas por uma coach especial de treinamentos para a apresentação, a Isis Rocha. Eu sabia que aquele esquema não iria funcionar pra mim, eu não consigo falar nada decorado e sequer consigo acompanhar slides que eu mesma preparo. Preciso falar livre, crio na hora.

Mas ver todo aquele movimento de preparativo dos outros palestrantes me fez desconfiar que eu estava sendo irresponsável, que eu não tinha me preparado bem, que eu não tinha cuidado tão bem da minha participação. Na comparação, me senti mal. Preparei então, pelo menos, uns slides, pra ver se ficava parecendo menos improviso. Vendo aqueles outros palestrantes preocupados com suas frases e repassando seus textos, tive dúvidas sobre mim.

E então chegou minha vez. A Isis me chamou. Colocaram meu microfone. A Malu Fuchshuber tinha me enviado uma mensagem. “Vai e toca a sua música”. Eu só me lembrava dela enquanto subia a escada e próximo ao último degrau eu pedi à moça que me acompanhava. “Pode por favor cancelar meus slides? Eu não quero falar com slides. Eu não funciono assim”. Foi um alívio. Respirei fundo. Agora sim. Sem slides, sem achar que eu precisava de textos decorados. Coração aberto para sentir na hora o que precisava ser sentido. E eu estava inteira. Emocionada. Feliz. Presente. E pronta (pela vida) para criar naquele momento a partilha que eu intencionei fazer no TEDx.

Por causa das luzes eu não podia ver o rosto das pessoas que estavam ali na plateia e naquela semana de todos os lugares vinham os textos, os comentários, os artigos publicados sobre minha partilha no TEDx que eram os retornos que na hora não pude ler nos olhos de quem me ouvia. Cada um mais lindo que o outro. Cada um mais emocionante que o outro. Um deles me apresentou como “a fala mais memorável”. E eu sorria para mim mesma a cada feedback que eu recebia. “É isso, Paula, seja você. Seja você, querida, simplesmente seja você”.

Hoje, dia de Yemanjá, ela e suas águas e fluxos, pude entregar em minhas redes a gravação liberada pela equipe TED Talks. E foi maravilhoso me rever vivendo por inteiro esse momento, confiando nas águas que moram em mim, confiando em seguir o rio que me leva ao oceano.

Paula Quintão
02. 02. 2018

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A MANUTENÇÃO PEDE HABILIDADES DIFERENTES DO INÍCIO sobre manter vivos nossos projetos e metas

Paula Quintão | 7 de janeiro de 2018

Quando começamos um ano, estamos em momento de entusiasmo, a energia se renova. E a energia dos inícios é diferente da energia de manutenção. 

Gosto desses marcos no calendário que nos ajudam criar rituais de encerramento e início de ciclos. Por isso final de ano e ano novo sempre me trazem bons momentos de reflexão, de balanço do caminho percorrido, organização dos planos. Há uma vibração no ar. Vejo meus alunos postando fotos de seus planos, meus mentorandos criando novos planners ilustrados com seus projetos de 2018, vejo meus amigos criando listas no facebook com seus objetivos. Há um clima de celebração pelas 365 novas oportunidades.

Acontece que a energia para o novo, para o início, é bem disponível e se mostra bem presente – ainda mais quando nos unimos coletivamente para vibrar pelo novo, como é caso da virada do ano. É uma vibração parecida com essa energia do impulso na beira da piscina que nos ajuda a avançar com mais empenho aqueles primeiros metros percorridos à nado.

Acontece que essa energia do início é, como o próprio nome já diz, uma energia do início. Ela aos poucos se dissipa e sua natureza precisa ser transformada em outra coisa, no caso em energia de manutenção.

Ao longo dos meus últimos anos uma das minhas principais curas tem sido em relação à energia da manutenção. Minha filha foi minha primeira mestra quando o assunto é manutenção, a maternidade é essa maravilha do estar sempre ao lado, do estar sempre disponível, do “estou aqui para o que precisar”. Ao me manter presente e disponível como mãe aprendi lições sobre o tempo diferente da manutenção, do manter vivo. Foram as trilhas e as montanhas também minhas mestras. Perceber que o passo a passo fazia diferença foi o que modificou a relação que tenho com tudo o que estou construindo na minha vida – sejam meus negócios, seja um livro que escrevo, seja esse texto a postar no meu blog. De letra em letra, de linha em linha, é graças ao me manter aqui, graças ao dar continuidade que o texto nasce, que os projetos ganham vida e se tornam sustentáveis.

E apenas 3 anos depois de ter concluído meu doutorado, numa conversa com o Eduardo Giannetti, esse homem que tanto admiro, que percebi que meu próprio doutorado em sustentabilidade tinha me ensinado principalmente sobre a manutenção, sobre manter vivo, sobre fazer a coisa se sustentar. É uma lição importante em nossas vidas cada mais mais cheias de estímulos que surgem de todos os lados e nos tiram o foco, a atenção e a força de manter ativo algo que já não tem mais todo aquele brilho do recém descoberto.

Portanto, para esse ano novo de 2018 que nasce, eu não só te desejo ENERGIA DE MANUTENÇÃO, como também eu te presentearei com conteúdos de inspiração para que você reúna suas próprias forças para se manter alinhado aos seus objetivos, sonhos, metas, missão e propósito ao longo do ano.

Crie um especial gratuito que se chama “7 passos para desenvolver o negócio”.  Teremos vídeo, conteúdo em pdf, teremos grupo de discussão. E eu te convido a participar. Minha fala será em torno dos negócios, afinal é tempo de celebrar o novo ano de inscrições para o Clube dos Impulsionadores – o Clube está em seu ANO 5 de vida -, mas as mesmas sabedorias que se aplicam ao negócio, você aplica em TUDO na sua vida. Começamos o especial dia 10 de janeiro e seguimos juntos até dia 17 de janeiro. Para se inscrever e participar comigo, você pode cadastrar seu email ou seu WhatsApp seguindo as orientações dessa página: clique aqui. 

Paula Quintão
07 de janeiro de 2018

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A SABEDORIA QUE ABRE CAMINHOS sobre ser no saber que mora a força

Paula Quintão | 3 de dezembro de 2017

Tem uma frase sobre as abelhas que fica rondando há um tempo meus pensamentos. Hoje pude olhar para ela depois de estudar as abelhas.

É assim: “Pela aerodinâmica as abelhas não deveriam conseguir voar. Mas como não sabem disso, voam do mesmo jeito”, da Mary Kay.

Por muitos anos a ciência acreditou ser quase impossível as abelhas conseguirem voar por aí. Não entendiam como asas tão pequenas sustentavam por tanto tempo as abelhas e também outros insetos.

Só que a ciência é que ainda não tinha entendido a aerodinâmica do voo da abelha, achavam que as asas eram estáticas como a do avião. Só que não são, descobriram mais recentemente os ingleses.

Temos essa crença de que o “não saber fez ir mais longe”. E isso revela o quanto nós não entendemos a força que se habita no saber…. ou melhor, sabemos e temos medo. E aí ficamos criando essas frases de efeito e mesmo argumentações que nos estimulam a viver com nossos “pontos cegos”.

Temos essa cultura de achar que o “não saber” é mais valioso que o saber.

Quantas vezes já me vi em círculos de amigos em que muitos defendiam o “pode me trair, só não me deixa ficar sabendo”. Quantas vezes já estive em conversas em que a conclusão era “bom mesmo era o tempo que eu não sabia de nada disso”. Ou a clássica “o que os olhos não vêem o coração não sente”.

As bruxas foram para a fogueira num momento da história porque sabiam demais, acessavam as profundezas, criavam a própria medicina. O saber começou a ser associado com “perigo”. Saber demais era perigoso. Primeiro porque expunha o interior secreto do outro, porque aí não dá pra colocar o lixo debaixo do tapete e esquecê-lo por lá. Segundo porque acessar verdades pode doer num primeiro momento mas depois te libera para uma tomada de decisão mais do adulto. Terceiro porque começou a haver punição para quem sabia demais, como as bruxas serem queimadas nas fogueiras.

Essa ideia de que a vida piora depois de sabermos das coisas é um crença de que manter afastada a sombra e o que existe no inconsciente, de que guardar os segredos ou a sujeira debaixo do tapete, é melhor e nos fortalece mais. Só que isso é uma crença. E isso ao invés de nos fortalecer, nos limita.

Nos limita individualmente e nos limita como sociedade.

Temos mais força quando sabemos, quando conhecemos, quando nos aprofundamos. A força está no saber, – e não esse saber que a distorção sobre a ciência criou, mas um saber que vem da alma, da sensibilidade, do coração. É o não saber é que cria limitações.

A própria ciência, depois falo mais dela pois como cientista doutora que sou posso enxergá-la em essência e sem distorções, se desenvolveu como uma reação ao medo do saber. A ciência é tem sua base nas perguntas, não nas respostas, porque todas as respostas são provisórias até que a próxima pergunta venha e algo mais profundo se revele.

O medo do saber é um medo da profundidade. O medo da profundidade é o medo das camadas mais escondidas da alma, essa que os olhos não vêem mas que o coração sente, porque sim, ele sempre sente!

Porque nas camadas mais profundas as respostas mais translúcidas sobre mim mesma e sobre o outro podem ser vistas. Porque se ficarmos na escuridão total do profundo nosso medo é ficar cegos e perdermos o controle, só que ao invés disso o que a escuridão nos traz é olhos que enxergam mais.

Ao contrário do que acreditamos, mergulhar no inconsciente, nas profundezas e no desconhecido vai nos fortalecer ainda mais, vai nos dar de presente um outro mundo, de realizações, de possibilidades, de criatividade, de conexão ao ilimitado.

Paula Quintão
30 de novembro de 2017

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PARADOXO DA ABUNDÂNCIA desvendando chaves que libertam

Paula Quintão | 3 de dezembro de 2017

Ontem durante a sessão da Tais ficamos eu e ela em estado de “nossa!” quando identificamos a associação sobre suas finanças e os entraves que nascem de um paradoxo interno sobre criação de abundância.

Eis o contexto da Tais, tão real para tantas de nós (e digo mais mulheres do que homens, outro dia explico o motivo).

Sua reserva financeira, cada dia um pouquinho, esvazia e esvazia. E ela olha com o coração apertado para o estoque de dinheiro a diminuir. Reserva gerada no esforço, num trabalho dos mais desafiadores e desconectados de sua essência.

Ao mesmo tempo, todos os dias, a Tais sai pelo mundo com sua bagagem das mais ricas a entregar suas terapias e seus atendimentos. Plantios do coração.

O custo para criar sua reserva foi alto e dependeu de abrir mão do que acreditava por muitos anos. E a reserva é hoje a chave para sua própria libertação desse trabalho pautado pelo esforço.

Só que há aí um paradoxo: a mesma reserva financeira que tem o papel de liberar para os sonhos, para o fluir, para a missão e o propósito, é a mesma reserva que lembra, em forma de crença, “que dinheiro mesmo só se faz com trabalho duro, desconectado, que nos atropele em tantas medidas”.

Então, a mente enroscada pelo que acredita em contraponto ao que sente, se pergunta em silêncio: “como é possível fazer dinheiro pra valer com um negócio que vem totalmente do coração se há uma prova viva de que reserva das boas mesmo só se faz com um trabalho que atropela?”

Uma só pitada de dúvida já faz do dia a dia um complexo interminável entre o “quero” e “não quero”, “vou” e “não vou”, “acredito” e “não acredito”. Dúvidas nos fazem oscilar.

Quando o paradoxo vem pra superfície da consciência mais que meio caminho foi andado, porque dá pra começar a sentir diferente, olhar diferente, pensar diferente, agir diferente. As dúvidas diminuem.

Ter encontrado esse paradoxo libera.
Encontrar os paradoxos dentro de nós traz alívios. Faz respirar fundo.
E é chave para encontrar os caminhos de saída do labirinto.

Paula Quintão
29 de novembro de 2017

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HARMONIA QUE DESCLASSIFICA sobre as inversões de valores

Paula Quintão | 26 de novembro de 2017

“Lá no banco em que trabalho, minha habilidade de ser harmoniosa não é qualidade, é defeito”, rimos da situação eu e a Amanda em nossa sessão de ontem para também não chorarmos juntas.

Ela me contava sobre a seleção para gerência da área e da pergunta que fizeram para ela sobre como resolvia os conflitos que as equipes viviam ou quando havia algum funcionário com rendimento diferente do esperado. “Eu chamo e converso”.

Eles insistiam, queriam saber o tom da conversa dela na hora de colocar as equipes nos eixos. “Meu tom é harmonioso”.

Foi desclassificada por ser harmoniosa.

Acho que no fundo queriam que ela fosse grosseira, colocasse um pouco de medo nas equipes, talvez soltasse uma ameaça nas entrelinhas, algo assim.

Harmonia era motivo para desclassificação.

Passei anos à frente de equipes, coordenando cursos de graduação e seus professores, passei anos coordenando equipes de produção inteiras, e se tem algo que sei é que a harmonia sempre abre mais portas que o medo.

A abordagem pelo medo move sim montanhas, o medo desencadeia ações, mas montanhas bem menores e bem menos sólidas do que aquelas que conseguimos mover juntos em ambientes de afeto e harmonia.

Bem nos mostra o filme Monstros SA, em toda a simplicidade que até o olhar da criança é capaz de entender. Recarregar pilhas e baterias usando a energia do medo é bem menos eficiente que a recarga pela graça, pelo humor, pelo amor.

No meu mundo, harmonia sempre será qualidade.

Paula Quintão
22 de novembro de 2017

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A DESVENDAR. sobre a escrita que cria caminhos no labirinto do insconsciente

Paula Quintão | 19 de novembro de 2017

“Palavras nos ajudam a sentir e a encontrar sentidos”, escreveu a Auxiliadora Oliveira, Dôra, em forma de comentário em uma das aulas da Oficina de Redação (e Oração). E eu me emociono com sua percepção, porque de fato é o que acontece quando estamos a processar alguma dor, a digerir algo que não caiu muito bem, a entender o que há por trás dos fatos que a vida nos trouxeram, e nos colocamos a escrever.
 
É o que sinto quando a dor é grande e posso pegar meu lápis, minha folha em branco, e abrir em palavras o meu coração. É também o que sinto quando estou a fazer meus planos ou rascunhar meus sonhos noturnos.
 
Parece que essas linhas que formam as letras são também linhas que conectam pontos e entendimentos que dentro de nós, antes, ainda não estavam conectados.
 
Pela escrita, eu me encontro.
Pela escrita, eu encontro sentidos.
Pela escrita, eu encontro caminhos no meu inconsciente que antes eu não tinha sido capaz de trazer para a luz do consciente.
A escrita organiza e traz para a superfície.
 
Talvez a linha que forma as letras, que forma as palavras, que forma as frases, que se junta de vírgula em vírgula, de ponto em ponto, seja a linha que vamos deixando também a marcar o caminho nos labirintos da mente. Algo como tentaram fazer João e Maria para não se perderem no caminho de volta para casa. Ou algo como a corda que desce conosco ao fundo do mar quando fazemos nossos primeiros mergulhos e precisamos de referência de segurança para baixar e baixar, mais e mais, nas profundidades.
 
Hoje somos eu e meu lápis bem apontado. Hoje somos eu e meu caderno de escritos. Juntos a desvendar.
 
Paula Quintão
19 de novembro de 2017
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SOMOS MENOS. sobre nós mulheres e nossas dores ancestrais

Paula Quintão | 16 de novembro de 2017

Sigo em momentos de reflexões, me permito esboçar algumas delas aqui. Antes fiz isso em ambiente seguro do Espírito Selvagem, a comunidade de mulheres com quem caminho junto. E agora me permito fazer de forma pública, com respeito a mim e ou outro que também me habita.

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Estou aqui vivendo descobertas profundas e que me trazem também acesso a dores ancestrais, mas também a alívios de tamanhos ancestrais.

Vamos a uma história… vamos à uma reflexão.
sintam em suas peles, um convite especial às mulheres.

Houve um tempo, não muito distante para nossos sangues e nosso DNA, que as mulheres eram menos desejadas ao nascer, eram menos valiosas que os homens. E em muitas famílias elas mereciam a morte, literalmente.

Não só uma, mas muitas meninas, assim que vieram ao mundo, logo perderam suas vidas simplesmente por serem meninas.

Forte assim. Também natural assim para uma época que perpetuou a ideia de que mulheres são menos nobres que os homens. Caminhamos por lugar e essa força de crença circula por nossas veias e imaginário de mulheres.

“Somos menos” e por isso devemos nos comportar bem, dar conta de tudo, ser boa mãe, ser a responsável pela limpeza da casa, cuidado com os filhos, alimentação. “Somos menos” e precisamos estudar mais e mais horas que os homens, ter as melhores notas, a letra mais bonita. “Somos menos” e precisamos perdoar traições, mentiras e sermos gentis com toda as bombas que explodem em nosso quintal, assumindo autoresponsabilidade por elas e não nos fazendo de vítimas ao escolher não perdoar.

Por nos sentirmos tão “menos”, quase estamos a nos fazer de madres teresas de calcutá, de santas canonizadas, de verdadeiras rainhas da doação e do amor incondicional (ao outro, mas não a nós mesmas).

Acontece que não somos menos. Nem somos mais. Somos mulheres. Somos o que somos. Únicas e perfeitas como somos.

Dentro de mim, todos os dias, meu movimento é agora de perceber o quanto eu priorizei amar os homens, me amando menos. O quando eu me bati pelo caminho por culpa por não ter amado tanto os homens a ponto de perdoar seus erros, deslizes, falhas.

Meu movimento interno é de observar cada uma das decisões do meu dia a dia e observar se é o meu masculino ou o meu feminino que está sendo priorizado naquele instante.

Só desse equilíbrio de amor interno pela nossa porção feminina, só desse equilíbrio de amor externo a nós mesmas e aos homens de nossas vidas, só nesse equilíbrio de amor que se estende a outras mulheres e a outros homens, e nesse equilíbrio de amor ao nosso pai e também à nossa mãe é que vamos fechar a conta.

Sinto que a grande chave está em nos amar mais, de verdade, não só no discurso. E para isso o único caminho é a investigação de onde estamos depositando nosso amor.

Com amor a mim mesma e com amor a você,
Paula Quintão. 13.11.2017

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CRIANÇA INTERIOR sobre as partes que se mantêm vivas

Paula Quintão | 5 de novembro de 2017

Semana passada fui para um retiro de dois dias. De longe foi a experiência mais conclusiva da minha vida: reflexões que cobrem todas as áreas, todas as crenças, todos os padrões e que integra sombras e luzes para viver uma jornada de criatividade ilimitada.

Para esse dia de finados, trago como inspiração a foto da criança maravilhosa que nos acompanhou por lá e na força que há nessa criança que nos habita. Sonhos, brilho nos olhos, desejos, criatividade, liberdade, entusiasmo, confiança, circulação, criação, amor, vida. Pelo caminho muitas dessas partes vão morrendo, vão se apagando, vão ficando para trás. E vamos nos impedindo e limitando de viver todo o nosso poder.

A criança interior precisa ocupar o centro, foi um dos mais belos entendimentos a sentir. E para que isso seja possível é preciso, como diz Clarissa Pínkola, “recolher os ossos”, essas partes que são eternas. Pra hoje, meu movimento é o de olhar não só para as pessoas amadas que se foram para a morte, mas também para as partes de mim que morreram pelo caminho. Tanto pessoas amadas como partes de mim podem ser devolvidas à vida como um estado de presença e espírito. Que seja um belo feriado de reflexões.

.:. Precisando de algo, me escreva. Estou aqui e te auxilio a organizar as ideias. .:.

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O SILÊNCIO DA PAZ sobre o estado de ser

Paula Quintão | 31 de outubro de 2017

Final de semana fomos ao Templo Zu Lai. Parecia ser um domingo comum, desinteressado, mas o que encontramos no templo foi uma bela cerimônia que reunia várias religiões pela paz.

Vi monjes, bispos, pais de santo se abraçarem em saudação e honra à paz que nos habita, vi a bela imagem de Nossa Senhora Aparecida, que está em peregrinação por várias cidades, passar entre nós e ser anunciada em língua chinesa ao mesmo tempo em que era aplaudida de pé.

Foi bonito estar ali naquele exato momento, fazendo parte de algo tão bem criado. Andamos pelo Templo, encontramos a fonte de água, também a deusa chinesa da compaixão, e entre os lindos bambus que compunham a paisagem havia uma moça de olhar silencioso praticando seu tai chi chuan.

Observá-la foi meu novo presente de saudação à paz naquela tarde. Ela era presença, ela era paz, ela era consciência, era movimentos intencionados.

Sinto que a paz, e foi a dança do tai chi que me mostrou isso, vem de todo esse pacote que envolve presença, movimentos intencionais, e o alinhamento entre pensamentos, palavras e ações.

Experienciamos a paz em pequenos instantes, sempre que somos capazes de nos alinhar dessa maneira.

Paula Quintão

31 de outubro de 2017

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