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Paula Quintão

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A NOVA CULTURA EMPRESARIAL: MÃOS DADAS POR UM SERVIÇO MELHOR

Foi-se o tempo em que as empresas interagiam com seus funcionários por meio de relações de medo e hierarquia. Esse modelo está, cada vez mais, sendo abandonado e abrindo espaço para um modelo de colaboração mútua e construção conjunta.

A empresa e seus “colaboradores”, e não  mais funcionários, são partes integrantes de uma só engrenagem que tem como meta prestar um bom serviço para o seu público. O espírito de construção conjunta invade todas as áreas da empresa, a convivência é harmoniosa, os créditos são sempre conjuntos, a valorização das equipes e dos indivíduos é disseminada e assim, passo a passo, a cultura organizacional transita de um patamar em que havia extrema pressão sobre as partes para um outro em que cada um faz o seu melhor espontaneamente.

Minhas experiências foram muito variadas nas empresas e instituições de ensino que trabalhei, mas algo que sempre me desgastou muito foi a extrema competitividade presente nos ambientes de trabalho.

Essa reação do “trabalhador” é muito comum em ambientes baseados na valorização exclusiva do desempenho individual e na punição por atitudes “que não condizem com a empresa”. Ao agir como uma grande escola que pontua positivamente os bons resultados e dá zero para os baixos rendimentos, a empresa se torna uma extensão da competitividade social e impede o crescimento conjunto das equipes e o interesse direto sobre o que tem que ser feito.

A nova cultura empresarial tem muito mais o espírito “das mãos estendidas” do que o espírito da pontuação por desempenho.

“Fazer a coisa pela coisa” é o mais nobre espírito que pode ser adotado em ambientes empresariais. Quando cada um se ocupa de sua parte e compreende seu papel no todo, visualizando a rede de interações e criações a qual pertence, o processo de criação se torna mais espontâneo, mais livre e mais dedicado.

Há um caso que ilustra muito bem a necessidade de aplicação desse conceito. Uma grande empresa da área de hipermercados contratou uma consultoria para avaliar seus estoques e dentre as análises feitas detectaram que o hipermercado estava com um estoque excessivo de caixas de leite. “Há em estoque 30.000 litros de leite”, apontou a consultoria. E a empresa retrucou. “Impossível, esse leite não está em estoque”.

A consultoria caminhou pelo depósito e realmente não viu nada. Convencida de que 30.000 caixas de leite não passariam despercebidas, confiaram que os registros estavam errados e seguiram adiante com suas organizações e planejamentos. E então, 3 anos depois, finalmente encontram as caixas de leite todas vencidas cercadas por caixas de pilha, de papel higiênico e de alguns produtos de limpeza. As imensas pilhas de outros produtos esconderam as caixas de leite como se fossem uma ilha. Um prejuízo imenso para a empresa. Ao solicitar uma boa explicação do gerente do almoxarifado, eis que ele diz: “Não sei o que houve, eu só trabalho aqui”.

Esse espírito desconectado do empreendimento e das consequências que cada ação individual gera para a empresa é uma mentalidade antiga, uma mentalidade ultrapassada. O novo colaborador é parte integrante e é reconhecido por toda a empresa dessa forma. Ele não tem somente um salário mensal desconectado dos lucros gerados para a empresa, seu esforço para gerar resultados é reconhecido com ações como participação nos lucros anuais da empresa.

Mesmo que algumas empresas se neguem a participar desse movimento de modificação da cultura empresarial, não há como ficar parada. O mercado é uma força muito imperativa para ser ignorada e agora que o movimento já foi posto, pouco a pouco, baterá à porta de empresa por empresa e assim só temos a ganhar, tanto como consumidores, já que estaremos diante de melhores serviços, quanto como “colaboradores” desses empreendimentos que só tem a crescer ainda mais com nossa contribuição, e também com empresas, que já a união faz mesmo a força.

O espírito de que um mundo melhor pode ser construído de mãos dadas vai sendo colocado em prática dia após dia em mais e mais ações.

 

 

MEU CURSO DE PARAQUEDISMO, MEU CURSO INTENSO DE AUTOCONHECIMENTO

Depois de viver a experiência incomparável de fazer um salto duplo (que contei neste outro texto), não foi possível ignorar o chamado da alma para que eu fizesse um curso completo de paraquedismo e ganhasse os ares com meu próprio paraquedas. Um curso é bem diferente de um salto duplo, é como uma continuação.

Enquanto no salto duplo você se entrega por completo ao seu instrutor num ato lindo de confiança, deixando nas mãos dele não só a responsabilidade de carregar o seu corpo, mas também a de abrir o paraquedas e guiá-lo em segurança até o aeroclube; no curso AFF para se tornar um paraquedista a intenção é que você seja capaz de comandar seu paraquedas na altura certa, ter total consciência dos procedimentos de emergência e navegar sozinho até o momento de seu pouso.

Sim, é um curso com atividades bem simples e didáticas divididas em oito níveis de progressão, com técnicas avançadíssimas e uma equipe bem preparada que não nos deixa em situações de perigo. Sim, a cada nível vamos aprimorando as técnicas e só ganhamos autonomia à medida que nos tornamos confiáveis para os instrutores e para nós mesmos. Sim, é um curso que exige muito mais do nosso emocional do que do nosso racional, uma experiência rumo ao nosso autoconhecimento. Um curso de paraquedismo pode fazer mais por você que qualquer análise ou terapia.

Há exatos cinco meses lá estava eu na escola Skydive Amazonas fazendo mil perguntas e mil planejamentos para iniciar o curso. Ontem, depois de concluir os oito níveis que compõem o treinamento, com a alma lavada, a mente saltitante e as emoções curadas, terminei meu curso com 11 saltos e pude celebrar minhas superações. Descobri que nesse curso, além de voar pelos céus, ver manhãs ensolaradas e momentos lindos de pôr do sol por uma perspectiva única, de ser carregada pelas asas de um paraquedas e ouvir o silêncio do mundo, de me divertir com meu pé balançando sobre a cidade em miniatura, de ser incrivelmente feliz com as experiências nos ares e ter fotos e vídeos que posso assistir mil vezes e achar o máximo, ainda desenvolvemos habilidades incríveis de força e confiança, desbravando a alma e incrementando nossas ferramentas emocionais. Descobri, ao longo de todos esses meses, que o paraquedismo não é só uma escola de saltos, é uma escola de autoconhecimento.

Isso porque passamos a nos observar num nível profundo. Cada um de nossos pensamentos ganha dimensões bem visíveis – se estamos inseguros, não concluímos a etapa; se não confiamos no outro, entramos em crise; se não acreditamos em nós, não conseguimos seguir em frente. Jornadas de autoconhecimento são jornadas de fortalecimento, são jornadas libertadoras.

Eu, em especial, tive que tratar minha incrível e incomparável dificuldade de “sair pela porta do avião”.   “Independente do que você está sentindo, faça o que tem que ser feito”, era o pensamento que me fazia seguir. Desde o meu primeiro salto eu soube que se conseguia sair por aquela porta, conseguia fazer qualquer outra coisa na minha vida. Acontece que eu não queria simplesmente “sair pela porta”, eu queria “sair pela porta sem desconforto emocional”.

Passei meses ouvindo com o máximo de atenção cada um dos meus instrutores e companheiros de aeroclube para colher suas experiências e impressões – pessoas incríveis que conseguem viver plenamente, naquele espaço, um mundo de mãos dadas, um mundo de muito companheirismo e solidariedade. Passei meses me recarregando com boas filosofias e enchendo minhas bagagens com pensamentos que me fizessem ir adiante.

A dificuldade de sair pela porta do avião me obrigou a lidar com meus medos, medos que eu nem sabia que estavam em mim, e tratá-los um a um. Para lidar com os medos eles precisam ganhar nome, não podem ser chamados genericamente de “medos”. Medo de altura? Não. Medo de ter problemas com o paraquedas? Não. Medo de me machucar? Não. Medo de pousar? Não. Meu deus, então o que era? Tive que me debruçar longamente sobre meus pensamentos e raciocínios, criando uma atmosfera de determinação. Tive que me deparar com minha fragilidade e aceitá-la pela primeira vez na minha vida. Tive que aprender, a duras penas internas, que perder a estabilidade não é um problema desde que eu saiba me estabilizar com tranquilidade. Tive que tratar minha autoconfiança. Tive que me olhar com todo o amor do mundo para poder compreender minhas dificuldades e trabalhá-las para então seguir em frente. E assim eu fiz.

Ontem concluí meus três últimos saltos, terminei meu curso e pude celebrar, com uma leveza sem igual e um conforto agradável, a gratidão por cada um dos aprendizados que tive. Quando fiz meu último salto, a salto da graduação, me lancei da porta da aeronave totalmente sozinha, leve, num mergulho tão confortável que mal pude acreditar. Voei os 45 segundos de queda livre feliz podendo enfim escolher para onde olhar, dominando completamente meu voo e minha posição no ar. Agradeci aos céus pela beleza daquele pôr do sol sobre o Rio Negro, sobre Manaus e sobre mim, agradeci a beleza de todo aquele processo.

Mais importante do que me tornar uma paraquedista e poder sentir a incrível magia e conexão com o universo que há ao se lançar da porta de um avião, foi viver meu processo de tantas curas. Uma experiência rica, incrível, intensa e incomparável. Só me faz sentir que a vida é mesmo uma jornada incrível.

 

 

TEODORO, MEU MESTRE INDÍGENA DO MONTE RORAIMA


Costumo brincar que durante os 8 dias de expedição ao Monte Roraima convivendo com os indígenas aprendi muito mais que nos anos de doutorado. Foi a forma que encontrei para demonstrar que todos os conhecimentos são válidos, não só os que a academia nos oferece. Foi também a forma que encontrei para dizer que simplesmente amei tudo o que aprendi e que viveria de novo a experiência só para aprender mais e mais. E assim eu fiz: repeti a viagem ao Monte Roraima, obstinada, por três vezes em um só ano e em todas elas fiz a mesmo roteiro de rendição: 3 dias subida, 3 noites no topo e 2 dias descendo a Montanha. São dias de muita reflexão, principalmente porque saímos do turbilhão de trânsito, uso de celular, comunicações pela internet e ficamos sem energia elétrica, sem camas confortáveis, sem banhos quentes e sem banheiros.

Para que a expedição seja possível, a agência de viagem contrata os indígenas locais para serem carregadores das estruturas básicas do acampamento e da alimentação diária. Proporcionalmente há um indígena para cada integrante da expedição. Ou seja, se o nosso grupo tinha 11 pessoas, havia também 11 indígenas nos acompanhando.

As cargas dos indígenas são sempre muito mais pesadas que as nossas. Andam a equilibrar a “mochila” feita por eles mesmos, bem pouco adaptada às suas costas. Mesmo com tanto peso, estão sempre a nossa frente. E ainda conseguem aproveitar bem seu tempo contemplando a paisagem.

E foi nesses caminhos que me levaram até ao Roraima que conheci o Teodoro, um indígena admirável, que me enche de alegria só de pensar nele. Teodoro, como todos da sua comunidade de Paraitepuy, vive uma vida de muita simplicidade.

Paraitepuy é o vilarejo da Venezuela de onde iniciamos as caminhadas ao Monte e ali estão algumas construções tipicamente indígenas. Produzem alguma agricultura, mas principalmente consomem produtos de Santa Elena do Uairén, a cidade venezuelana mais próxima. A principal fonte de renda da comunidade é o turismo, por isso as épocas de grande temporada são as que os indígenas mais aproveitam para subir a montanha uma vez seguida à outra.


Caminhando pelas trilhas eu observava os passos do Teodoro. Curtos, precisos, velozes. Cansada, eu parava e perguntava “Teodoro, quanto tempo falta para chegar?”. Ele me olhava calado por uns instantes e respondia “Meia hora”. Andava, andava, andava. Meia hora, uma hora, duas horas e nada. “Teodoro, quanto tempo falta?!”. Silêncio e a resposta “Meia hora”.

Sim, ele estava sem relógio. Sim, ele não usa mesmo relógio. Não usa porque sua relação com o tempo é completamente diferente da nossa, é dinâmica, é cíclica, é feita da observação do amanhecer e do anoitecer, da posição do sol e das idas e vindas da natureza. O relógio é só uma convenção moderna para homogeneizarmos os tempos sociais, nada mais que isso. E é totalmente inútil para o Teodoro. Ele caminha pelo caminhar, dá o passo naquele tempo e é no passo que ele está. Parei de pensar no tempo que faltava e me coloquei a observar meu corpo, minha respiração, minha energia, minha vontade de comer algo, minha necessidade de fazer pausas para depois seguir em frente. Assim que interrompi minha preocupação com o tempo, fiquei completamente imersa no presente e vivi o caminho de uma forma incrivelmente especial. Trouxe para minha vida cotidiana o aprendizado, que é um exercício constante, de que posso estabelecer outra relação com meu tempo. Posso viver os compromissos e os prazos de uma forma mais leve e quando estou imersa em qualquer situação procuro voltar toda a minha atenção para ela, seus cheiros, suas possibilidades, a temperatura do ambiente, o que estou aprendendo ali.

Todas as vezes que eu chegava ao acampamento tinha a clara convicção que deveria ir o mais rápido possível para o banho. Fui orientada assim: antes que seu corpo esfrie, entre na água, pois depois vai ficar mais difícil. Os banhos são pequenos lagos no topo do Monte ou um rio que corre nos acampamentos da base. Num dos acampamentos eu não sabia ao certo onde ficava o pequeno lago para o banho e assim que deixei minha mochila, fui em direção ao Teodoro “Aonde fica o banho, Teodoro?!”. Mal terminei de formular a pergunta percebi que ele estava montando a cozinha para preparar o almoço. Reunia as panelas e ajeitava os ingredientes que usaria. “Ah, não precisa ver agora, Teodoro, pode terminar aí”. Mas ele sequer olhou para o que estava fazendo. Ele se levantou imediatamente e começou a me guiar pela montanha. Achei inacreditável: não ouvi nenhum “espera só um minutinho” ou “deixa só eu terminar aqui que já vou” ou “pode me esperar um pouco?” ou “me dê um tempo”. O Teodoro simplesmente levantou-se e colocou-se a me guiar. Seguiu por mais ou menos 5 minutos até que chegássemos ao lago. Foi até a lateral da água para me mostrar o caminho de volta e eu pude tomar meu banho com o corpo ainda quente da caminhada para evitar o frio desolador.


Nessa época eu trabalhava coordenando uma equipe de mais ou menos 30 pessoas e pra mim a atitude do Teodoro me fez pensar muitas vezes antes de pedir para quem quer que seja me esperar quando pediam minha ajuda. Às vezes eu estava digitando compulsivamente alguma resposta para um e-mail urgente e um colega me interrompia pedindo alguma ajuda. Antes de encontrar o Teodoro talvez eu seguisse na digitação mecânica e respondesse a quem me chamou assim mesmo, digitando, mas depois dessa experiência de muito aprendizado, eu fiz questão de fechar meu notebook por várias vezes e olhar nos olhos de quem estava precisando a minha atenção. Ainda hoje é um esforço enorme para mim despejar toda a atenção para quem está ao redor, até porque somos muito “chamados” pelas telas e por tudo o que é urgente, mas eu faço o exercício diariamente, sempre lembrando do Teodoro.

Com ele aprendi duas coisas fundamentais para minha vida: modificar minha relação com o tempo e ampliar o nível de atenção que ofereço para quem está comigo aqui e agora. São coisas bem simples e por isso mesmo incríveis, principalmente quando estamos imersos no cotidiano urbano somos atropelados pelos horários e prazos, pelas tarefas e por tudo os apelos eletrônicos que nos cercam. Teodoro tornou-se minha maior inspiração quando penso em quão linda pode ser a gentileza humana, em cuidado com o outro, em vivência do agora.  Simplesmente ADMIRÁVEL.

 

“DÁ ZERO PRA ELE” (SOBRE COMO AS SALAS DE AULA SÃO ESTÍMULOS À CONCORRÊNCIA SEM PROPÓSITOS)

Hoje durante minha aula do doutorado um colega ao meu lado reclamava sobre a ausência de um dos alunos. Dizia “as pessoas que não vieram deveriam ganhar zero, não é?!”. E a outra colega concordava “Sim, deveria mesmo”. Fiquei por alguns minutos tentando assimilar o que estava acontecendo ali e realmente é algo frustrante, ou melhor, é algo entristecedor.

Estou quase terminando meu doutorado de Ciências do Ambiente e os temas que mais falamos são capitalismo, consumo e sustentabilidade. Horas e mais horas de discursos, análises, apresentação de trabalhos, aulas expositivas acompanhados de milhares de slides power point. E pensar em capitalismo, consumo e sustentabilidade só tem um porquê quando queremos o bem comum, uma economia que considere os recursos naturais e uma transformação da nossa cultura para que seja possível pensar de forma menos agressiva para o mundo. E então, dentro desse contexto, um colega vem dizer que o outro deveria ganhar zero. Simplesmente é assustador. É contraditório. É uma incoerência. Assustador porque eu começo a me dar conta que realmente a academia não nos faz pensar de forma prática, não nos faz ter autoconsciência, não nos poupa do egocentrismo e da força da comparação (aquela mesma comparação que falei aqui nos últimos dias).

 

Nesse terrível ciclo de comparações, queremos ser mais valorizados, queremos receber destaque pelo que fizemos, queremos que nossa nota seja a maior, queremos que o outro tire zero. Esse formato de pensamento jamais vai gerar um mundo sustentável, jamais vai transformar a sociedade que temos, jamais poderá ver nas culturas diversas uma grande malha colaborativa que constrói o mundo belo que há no diferente.

Eu acredito num mundo em que os saberes são colocados em prática. Acredito numa academia que nos faça transformar a nossa vida e não só crie um discurso para transformar a vida social. Acredito em um amanhã em que não desejaremos mais zero para ninguém, um amanhã em que todos ganhamos 10 porque estamos sempre fazendo nosso melhor. Assim seremos mais fortes, melhores, assim construiremos bases mais sólidas e uma vida mais harmônica.

 

PARA DEIXAR A COMPARAÇÃO DE LADO

Há algo em nós, como uma voz, que está sempre fazendo comparações. Compara nosso desempenho com os dos outros, compara nosso corpo, compara nossa velocidade no trânsito, compara nossas roupas. Fomos treinados assim: tire a melhor nota, corra mais rápido, faça as melhores escolhas, consiga o melhor trabalho. Comparações, comparações, comparações.

 

Acontece que nosso mundo fica muito melhor quando paramos de fazer esse discurso mental criando comparações e nos colocando na posição superior ou inferior aos outros. Não precisamos estar acima ou abaixo, estamos onde estamos e queremos caminhar sempre em frente, não para ultrapassar o outro, mas para ficarmos melhor conosco mesmo.

A comparação impede uma caminhada de mãos dadas, impede que um torça pelo outro, impede que o mundo colabore de maneira conjunta, impede que o outro seja visto com constante admiração.