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Publicado em Mudança de Vida, Realização

O DISCURSO DO PROPÓSITO sobre os equívocos de percepção

Paula Quintão | 13 de fevereiro de 2019

Eu sei. Dá vontade de romper com o mundo do jeito que ele é e sair por aí fazendo do nosso jeito, no nosso ritmo, com a nossa cara. O discurso do propósito tomou conta de nós e nos deu energia para irmos em direção à construção do mundo como extensão do que somos.

Só que nesse caminho demos um tropeçada, uma bela de uma tropeçada: acreditamos que para viver nosso propósito era preciso criar um mundo do nosso jeito e aí resolvemos sair dos nossos trabalhos, dos nossos relacionamentos, das nossas cidades.

Só que há um engano aí: se temos um propósito, esse propósito conta sobre o que é próprio em nós, ou seja, conta sobre habilidades, dons e talentos que estão comigo onde quer que eu esteja – afinal estão contidos em mim.

A verdade é que em qualquer lugar que eu esteja, seja na fila do banco, no topo da montanha, no caixa do supermercado, debaixo da árvore no parque, ainda sou eu e meu propósito. Ou seja, em qualquer lugar e ambiente, em qualquer trabalho ou instituição, desde hoje e desde sempre, meu propósito tem espaço para se desenvolver e se exercitar.

Sempre! Sempre! Simplesmente porque a vida tem interesse que eu exercite o que é próprio meu. O que varia é o grau de demanda que seu propósito vai receber e o valor que vai agregar, mas fato é: você não sai de um lugar pra ir viver o seu propósito, o que faz é transitar de carreira ou de vida para dar mais espaço para o seu propósito ser vivido, ampliando seu uso, mas não dá pra reclamar que onde você está hoje não é possível viver seu propósito. Já te digo agora mesmo: é sim! Onde quer que você esteja é possível viver seu propósito e desenvolvê-lo.

Coloque-se à serviço, entregue sua grandeza, reconheça a grandeza do outro e dê o seu melhor. O caminho se abre e se for o caso de você viver uma transição ela vai acontecer naturalmente.

Não é preciso brigar com meio mundo pra ter espaço para viver seu propósito, não é preciso rejeitar sua vida e nem a construção que fez, não é necessário romper com suas situações – não por causa do propósito. O propósito é uma liga, um dispositivo que une e não um mecanismo para separar e rejeitar. Durmam e reflitam

Paula Quintão

13 de fevereiro de 2019

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Publicado em Autoconhecimento, Mudança de Vida, Realização

Respeitando Os Ciclos sobre criar um calendário de conexão

Paula Quintão | 30 de janeiro de 2019

Aos trancos e barrancos alguns aprendizados se instalam, antes na forma de pensar, depois na forma de fazer. No ano que passou tive minhas revelações sobre o quanto eu me bati pelos cantos me sobrecarregando os ombros com todo esse peso da responsabilidade e assumi um mundo de obrigações que nem sequer cogitei serem pesadas demais. “Chega, Paula”, foi preciso dizer a mim mesma.

Foi preciso me render, juntar as partes, respirar fundo depois de toda a sensação de exaustão. E para esse 2019 há um aprendizado que estou naquela fase de instalação no sistema. Tem a ver com alinhar minha vida com as estações do ano e com as fases da lua. Essa mania ingênua de acreditar que a natureza é parte externa de nós não pode dar muito certo.

Então aqui estou eu com um calendário do ano e seus ciclos. Verão, outono, inverno e primavera. As viagens para cada estação, os serviços a oferecer, as criações a entregar ao mundo. Lua cheia, minguante, nova e crescente. As nuances das emoções, o contato com o outro, os respeitos aos meus tempos.

Hoje olhei uma vez mais para os planos e a sensação que tenho é de respeito. Bonito quando nos respeitamos, isso mostra ao mundo como esperamos ser tratadas. Ou como diz a Rupi Kaur, o modo como nos tratamos ensina ao outro como nos tratar. Avancemos.

Paula Quintão.

30 de janeiro de 2019

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EMBARCANDO EM CANOAS FURADAS sobre as ciladas que são presentes divinos

Paula Quintão | 18 de junho de 2017

Dia dessas uma leitora me escreveu no email, era um comentário ao meu texto sobre os solavancos que a vida traz. Contava dos seus relacionamentos amorosos que chamou de verdadeiras “canoas furadas”. Gostei da expressão que ela escolheu… “canoas furadas”! Esses relacionamentos que parecem promissores à princípio e depois afundam bonito, e dependendo afundamos juntos, damos aquela afogada mesmo em águas rasas.

Trocamos lá nossos olhares e nossas histórias curadas. E na hora em que eu respondia ao email, enquanto ainda rascunhava sobre os meus aprendizados, eu me lembrei da vez que eu mesma estive, literalmente, numa canoa furada.

E só de começar a rememorar o episódio, cai em risadas sozinha. Eu pude rir alto, essas graças que não cabem em silêncio dentro de nós. Era feliz a lembrança, era divertida a história, e agora, depois de 7 anos daquela vivência, quantas nuances a mais eu enxergo.

Eu estava em São Gabriel da Cachoeira, uma viagem que era à trabalho e que era também de exploração constante pra mim.

São Gabriel é um encanto de lugar, fica ao extremo noroeste do Brasil, lá no topo do Amazonas. São Gabriel tem uma paisagem sem igual, nunca estive em terras de beleza e de energia tão linda quanto as que encontrei lá. Eu me sintonizei profundamente, entrei numa frequência muito especial. E aqueles dias de viagem foram um presente pra mim, tudo me encantava. Muitas histórias e muitos aprendizados em uma cidade em que quase toda a sua população é de indígenas.

Aconteceu que no último dia estava marcado um passeio antes de pegarmos nosso voo de volta para Manaus.

O grupo de professores que estava comigo contratou a tal da lancha para navegarmos pelo Rio Negro – uma lancha que definitivamente destoava da paisagem local, que é toda simples, toda artesanal, toda de madeira talhada pelas próprias mãos. E lá estava a lancha… imensa e imponente. Pois bem, vamos de lancha.

Fizemos uns bons passeios. Visitamos algumas comunidades indígenas. Escrevi e escrevi, me encantei e encantei.

Eis que retornando para a cidade, descendo o rio de volta, o combustível da lancha acaba.

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COLORIR E PREENCHER COM VIDA sobre acessarmos luzes dentro de nós com a música

Paula Quintão | 21 de maio de 2017

Dedico ao grupo Ponto de Partida e a João Melo

Era ele e o palco. Ele e a iluminação dos abajures salpicando luzes. Ele e o Pitágoras no piano. Ele e o Lucas no sax. Ele e o Pablo no violão. Ele e o microfone. Ele e a sua voz que ganhava vida dentro de cada um que o ouvia.

Para começar, nos anunciaram “desliguem o celular, assim vão relaxar mais”. E assim foi.

Iniciávamos, ainda sem saber, uma expedição pela alma e suas emoções.

João Melo com o sorriso delicado que lhe habita o rosto, nos levava canção a canção, a caminhar em memórias e emoções que vivem em nós.

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QUANDO TERMINEI O DOUTORADO sobre partes do caminho não tão animadoras

Paula Quintão | 2 de abril de 2017

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No final de 2014 eu estava quase a completar quatro anos de período de doutorado. Iniciei em 2011 na Universidade do Amazonas e meu prazo era até o início de 2015. Acontece que minha filha vivia um momento de depressão e eu sentia que precisava fazer Continue Lendo

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BRILHO NOS OLHOS sobre honrar a vida

Paula Quintão | 19 de março de 2017

No ônibus até o Rio havia um senhor que se chama Antônio. Está aposentado, mesmo assim tem um trabalho na gráfica da sua cidade e adora. “Nem vejo o dia passar”, falou ele narrando sintoma de felicidade. Consciente da finitude da vida, em sua simplicidade ele completou “eu quero fazer meus dias valerem a pena, porque num piscar já não estamos mais aqui”.

E eu fiquei nos observando.

Temos essa coisa de dizer que somos felizes quando não percebemos o tempo passar, de que aquelas melhores horas da vida passam de forma que nem nos damos conta.

E eu vi o paradoxo do tempo… o tempo que escorre entre os dedos em dias infelizes e mornos. E o tempo sequer ser percebido em dias que vivemos intensamente o que nos traz felicidade, pequenos e valiosos lampejos de brilho nos olhos.

O estado de presença nos faz esquecer do tempo, nos faz esquecer do peso e da pressa das horas, nos faz celebrar o momento e perceber que permanecemos vivos.

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O POMAR INABITADO sobre o que recebemos e não percebemos

Paula Quintão | 26 de fevereiro de 2017

Da janela da minha cozinha eu posso avistar e conviver com o pomar do meu vizinho. Não é uma área muito grande, mas é grande o suficiente para ter pés de goiaba, laranja, limão, tem figo, tem chuchu, tem taioba. Há um ano estou a morar nesse endereço e há um ano estou a conviver com os ciclos da natureza que invadem esse pequeno espaço de paraíso.

Agora tem goiaba caindo no chão, tem taioba aos montes, tem laranjas pequenas esperando para amadurecer.

É um espaço da abundância, da vida em sua germinação, dos frutos em sua magia.

Vez ou outra eu me debruço na janela da cozinha só para observar o que se passa por ali. É um espaço tão vivo.

Os passarinhos são os que mais aproveitam tudo por ali. Salpicam de um galho a outro.

Acontece que nesse um ano inteiro, só vi os vizinhos passarem pelo pomar uma única vez. Era até uma moça em seu avental, foi até lá e colheu algumas laranjas. Nenhuma outra vez além dessa.

As frutas por conta própria amadurecem, caem no chão e por assim é.

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CORAGEM É ESSE AGIR COM O CORAÇÃO

Paula Quintão | 13 de dezembro de 2015

Em 2011 percorri em 11horas de viagem o trecho que me levava de Manaus a Boa Vista. Éramos eu e a Clara, ela, como uma boa adolescente, no limite da falta de paciência com a mãe. Na época a estrada estava tão ruim que não havia mão nem contramão, os buracos tomavam conta da pista e os caminhoneiros faziam greve.

Foi uma viagem épica.

Borracha, o assistente do guia do Monte Roraima, a mais engraçada e querida de todas as criaturas, me recebeu quando finalmente cheguei e rimos muito quando eu contava sobre a estrada em caos em que eu podia parar no meio da pista para tirar quantas fotos eu quisesse.

“Você é muito corajosa, Paula”.

Eu não me achava corajosa. Coragem parecia um desses adjetivos que damos aos heróis depois de conquistarem seus grandes feitos.

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POR QUE EU ESCOLHO QUEM, QUANDO E COMO VOU AMAR? Sobre o amor e suas condições

Paula Quintão | 6 de dezembro de 2015

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Não foi a primeira vez. E não se passou só comigo. Um relacionamento amoroso termina e todo o amor anunciado e partilhado se transforma em raiva ou em desprezo. Não foram todos os meus relacionamentos que tiveram esse desfecho, mas a maioria deles sim. Eu me vi diante de homens – e às vezes seus familiares ou amigos – que me amavam num momento da história e depois queriam que eu desaparecesse da face da terra.

Por que fazemos isso?

Hoje escrevo sobre o amor e suas condições. Sobre nossa necessidade de escolher quem amo, quando amo, porque amo, quanto amo e como eu amo.

Há uns três ou quatro anos eu estava num relacionamento curto, mas muito profundo. Foram poucos meses que estivemos juntos, mas nesse período estávamos realmente no céu. Em três meses de relacionamento eu devorei quase uma centena de livros de filosofia, tudo o que ele me indicava eu lia, e nós dois vivíamos nossas horas numa rendição plena.

Mas por mérito dos caminhos nosso relacionamento acabou e o contexto impedia que ficássemos juntos. Foi bem difícil para nós dois aquele rompimento. E a reação dele foi iniciar no ambiente de trabalho uma perseguição tão intensa de tudo o que eu fazia. O seu objetivo em todas as reuniões era me desmerecer. Todos os projetos que eu apresentava estavam horríveis. Tudo o que eu dizia era péssimo e estava errado. Todas as oportunidades que ele tinha para criticar meu trabalho eram super bem aproveitadas, numa fúria calculada. Minhas ideias que antes eram ótimas, brilhantes e fantásticas, haviam se transformado em ideias horríveis, inapropriadas e toscas.

E eu, diante daquele homem tão obcecado na destruição, que tudo o que eu via era o monstro do lago ness diante de mim. Nenhuma faísca do amor cintilante rondava no meu coração mais, eu tinha quase pânico dele.

Por que agimos assim… amando tanto aquele que é e faz o que queremos… e rejeitando tanto quem não quer estar mais ao nosso lado?

Foram necessários muitos meses para eu entender o quão fortalecedor aquele relacionamento e aquele desfecho foi. O tempo me deu clareza sobre o quanto aquele homem e aquela reação depois do nosso rompimento tinha trazido transformações profundas para a minha vida.

E a principal delas é sobre o quanto condicionamos nosso amor. Quando falo de amor incondicional não estou falando em amor romântico e em viver relacionamentos a dois custe o que custar, estou falando em estar sintonizado com o sentimento de amor, com o sentimento de afeto, com o sentimento de gratidão – ao invés de nos sintonizar com a raiva, com a culpa, com o medo, com o ressentimento, com do desprezo e com o sofrimento.

A mensagem que a condição nos traz é “eu te amo se….”

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O QUE VÃO PENSAR SOBRE MIM? Sobre a grande polícia do julgamento que governa nossas vidas

Paula Quintão | 29 de novembro de 2015

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Quantas e quantas vezes não tivemos grandes vontades de fazer algo em nossas vidas e deixamos de fazer com medo do que vão pensar de nós? Fazer escolhas é necessariamente lidar com a reação das outras pessoas. Reações de contentamento, em que você ganha um tapinha nas costas e um parabéns. Ou reações de descontentamento, em que você ganha um lugar especial nas rodas de conversa e uma crítica, geralmente velada.

As duas possibilidades estão sempre no horizonte.

Mesmo velada, a crítica que vem do outro e o medo de virar tema em alguma roda de conversa nos apavora dia e noite. Não queremos que falem mal de nós. E na busca por evitar que falem mal de nós, sequer percebemos que estamos entrando na maior de todas as prisões de nossas vidas.

Foi com o Gaiarsa, em seus livros de psiquiatria, que aprendi sobre o tratado geral da fofoca. Ele diz que a maior polícia que existe no mundo é o olho do vizinho, é o julgamento do outro sobre você. Em tempos de redes sociais, o “vizinho” é vizinho em qualquer lugar do mundo. E é mesmo fantástica essa conclusão. O questionamento “o que vão pensar sobre mim?” e suas variáveis… “o que vão falar sobre mim?” ou “o que vão achar disso?” ou “vão pensar que estou louca” rege nossas vidas com mais força do que gostaríamos de admitir.

É fácil perceber esse nosso medo… Olhe para sua vida agora e dê uma boa analisada… tem aí algum sonho ou vontade que você não realizou por causa do que os outros vão pensar?

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