DA LEVEZA DO RISO

A vida costuma nos endurecer com a seriedade. Crescer e amadurecer são quase sinônimos de nos manter sérios. E então vamos, pouco a pouco, endurecendo a alma para a simplicidade do que é engraçado.

“Estou falando sério!”

“Não é hora para brincadeiras”

“Leve a vida à sério!”

Vamos nos afastando, pouco a pouco, da risada com nossas vidas apressadas, nossos trabalhos rígidos, nosso trânsito de cada dia, nossas brigas e discussões em família, nossa busca por foco e resultado. Rir vira uma grande perda de tempo.

E então, sem nos darmos conta, perdemos a capacidade de rir. Sequer nos damos conta que estamos há dias, meses… sem dar uma boa e profunda risada.

Há uma criança dentro de nós que se mantém viva esperando, ansiosamente, por esses momentos de riso. E a criança é sempre de muita leveza, muita magia e muita pureza. É essa criança que resgatamos com a graça, o humor e a risada.

É como a bela metáfora feita no filme da Marry Poppins. Quando estão rindo profundamente, começam a flutuar até o teto. Riem, riem e a leveza invade todo o ser, preenche cada espacinho de dor, leva embora todo o peso.

Essa leveza sempre me lembra minha avó Selma. Todas as vezes que estou com ela é impossível sair de lá sem dar uma profunda risada. Ela faz mil peripécias e está sempre rindo de tudo, principalmente dos tombos que sempre toma pela rua. É de tanta sabedoria sua visão da vida que me encanta.

O riso libera em nós pequenas doses de medicinais. Você pode fazer uma pesquisa rápida na internet e vai encontrar listas e listas de benefícios para a sua saúde que o bom humor e riso são capazes de trazer. E há tanta beleza por trás de tudo isso… Quando mais nos dedicamos a viver uma vida de mais leveza, mais risadas profundas, mais curamos a nós mesmos e o nosso redor.

Meu exercício diário é hoje amolecer a alma com uma boa risada a cada dia, deixando que qualquer dureza que ainda reste se dilua na alegria de um momento de risada. Que a magia invada tudo e transforme a seriedade em doçura, a braveza em felicidade, o amargo em açúcar.

 

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5 comentários

  1. Cristhian Play

    Nossa, que delícia de texto Paula!

    Eu sou uma pessoa que ADORA dar risadas! Sou daquele tipo que dá risada alta nos restaurantes, em qualquer lugar sem se preocupar em dosar o nível de volume da risada.

    Inclusive, uma das coisas que faço quando estou meio em baixa, é assistir videos de piadas e humor. Isso dá uma revitalizada total na minha energia.

    Me lembro de uma pessoa que era do meu convívio que sempre que me via dando risada me pergunta do que estou dando risada… e pior, perguntava, você nao vai trabalhar? Ouvi você rindo agora a pouco?

    Infelizmente muitas pessoas tem o conceito totalmente errado de que quem ri não é sério. Eu já acho que quem não ri é um chato 😛

    Obrigado pelo seu texto Paulinha. Amooo ler, ver e ouvir tudo o que você faz!

    Tudo de bom e sucesso na jornada.

    1. Paula Quintão

      Christhian, e o que foi acontecendo comigo ao longo do tempo foi um processo de “dureza” que eu ria cada vez menos. Primeiro porque sou muito introspectiva e facilmente capturada pelos meus pensamentos. Entro em um processo de reflexão profundo que não me dá tempo de rir =))

      hahaha uma piada, podemos dizer!

      Hoje estou me abastecendo muito de momentos em que posso rir profundo, nem acredito o quanto estou conseguindo avançar. Que coisa boa sua natureza ser liberta assim, aproveite ao máximo essa leveza típica da sua alma.

      Grande abraço, com carinho, Paula.

      1. Cristhian Play

        Hahaha! Vc é ótima! Se treinar bem pode até virar humorista!!

        Fico feliz que esteja transcendendo e externalizando a alegria de uma forma física, mas o mais importante é que a sua alma é alegre!

        Um grande abraço, do seu grande Fã, Cristhian. 🙂

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