Tome nota: o fato de você ser uma pessoa que se trabalha espiritualmente, aperfeiçoando seu autoconhecimento, não quer dizer que tenha que aceitar com tolerância e vibes paz-e-amor as porcarias que o outro deposita no seu quintal.

Colocar limite é importante. Saber dizer não e interromper situações abusivas é importante. Escolher o que quer na sua vida ou não é importante. Assumir postura é importante. Mandar à merda pode ser também terapêutico.

Quando você se trabalha espiritualmente seu resultado não é se higienizar e virar luz, é dar conta e se apropriar da sua sombra que caminha, lado a lado, com sua luz. Quem é só luz já morreu ou está planejando antecipar sua morte, esse plano da matéria só acontece porque somos luz e sombra – lei da física!

Ocupe-se de conhecer sua sombra e não eliminá-la (que no caso seria traduzido como escondê-la, já que a eliminação é impossível nessa dimensão). Uma parte não diminui nem elimina a outra. Ao contrário: exatamente por se trabalhar em autoconhecimento e espiritualidade você pode ser inteiro. Ser espiritualizado e se conhecer não tem a ver com ser o bonzinho-santinho-mansinho! Deus me livre, que saco. E que grande equívoco! Isso é postura secular que algumas religiões inplantaram como crenças e as pessoas ao nosso redor usam como instrumento de chantagem, como bem trouxe hoje nos stories do instagram minha querida Jessica Proença (@jessicaproenca_oficial).

Tomem nota, meus amigos: se trabalhar espiritualmente é ter senso de presença em cada ação e fazer o que precisa ser feito! Esqueçam esse perfil bonzinho-santinho-mimosinho. Seja o que tem que ser a cada situação e não permita mais esse rótulo “ah, mas parece contraditória sua postura já que é espiritualizada”. A resposta a esse rótulo é simples, a pessoa não entendeu o que significa espiritualizar. E se isso te abala, você também não entendeu ainda. Você pode explicar se ela pedir explicação agora que sabe, se não pediu, siga em frente e se ocupe do seu caminho.
Paula Quintão

23.01.2019

Autor

Paula Quintão segue a desvendar os mundos internos e externos. É escritora & mentora de escritores, transição de vida e negócios digitais. Doutora em Sustentabilidade, montanhista, paraquedista e mergulhadora. Mãe da Clara. Criadora da Escola de Rumos, do Portal Coragem Para Empreender e da Editora Suban a Los Techos, autora do livro Para Sempre Um Novo EU (2012) e O Caminho Que As Estrelas Me Viram Cruzar (2017). Escreve semanalmente dentro das temáticas autoconhecimento, escrita, transformação de vida e empreendedorismo em paulaquintao.com.br