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MOMENTO CAOS DA ESFINGE sobre definir o que fazemos

Paula Quintão | 18 de abril de 2019

Os últimos dias trouxeram um “pequeno” caos. Gosto dessa foto da Trilha Inca e com ela ilustrarei o que conto, explico. Vivi dias de reforma sobre as definições do que faço. Sexta passada eu tinha uma inocente entrevista para apresentar meu negócio para participar de um grupo de empresários de São Paulo. Diante de mim, com seu computador e suas perguntas previamente formuladas, estava o Mauro. “Vamos começar com o mais simples: o que você faz?”.

Quanta ironia guardada na expressão “simples”. Mesmo depois de 6 anos frente ao meu negócio e vivendo com alegria minha entrega ao mundo, me vi emaranhada pelos desdobramentos daquela pergunta. Respondi, mas o Mauro não se deu por satisfeito. “Escolha uma expressão: Mentora? Escritora? Fundadora? Criadora? Inventora?”. Lá pelas tantas eu já estava apavorada olhando para o Mauro. “Meu deus! Parece um parto!”. O Mauro só conseguiu dar a palavra amiga de que era apoiador dos partos humanizados. Eu vivia meu fórceps. Adiei a definição, nos despedimos. E assim que o Mauro se foi meu mundo estava desabado. “Que porcaria de definição é essa que até hoje me falta para dizer com clareza o que faço, Paula?“.

Pedi ao garçom uma torrada com doce de leite duplo e aquele pedido revelava a alma: eu estava em crise. Digamos que o nome gentil seria “crise”, o nome real seria “surto-emocional-seguido-de-sofá-e-edredon-em-plena-tarde-amparado-por-amendoim-da-casca-açucarada”. Pois bem… as tormentas são bem-vindas, são mesmo a minha natureza, e a verdade é que a vida se torna extremamente generosa nesses momentos. Minha reclamação sobre ter transformado meu negócio no enigma da esfinge, virou logo de ponta cabeça tal qual a carta do tarot do enforcado que vê o mundo por outro ângulo.

“Sabe, Paula, ser esfinge não é tão mal assim, pelo contrário, guarda um grande poder”. No instante em que me admiti esfinge, uma transformação na base das minhas definições e rumos se instalou.

A Paula-Maia de lenço na cabeça, que alguns dos meus mentorandos conhecem e raros amigos, recebe seu lugar, um lugar em que partes importantes de mim têm espaço para ser. Durante a páscoa alinho e logo partilho. Essa foi a introdução. Avancemos.

Paula Quintão

 

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Andar Na Linha, narração de trecho novo livro

Paula Quintão | 1 de outubro de 2017

Demorei a me dar conta disso, levei muitos anos até perceber que eu era aquela que tentava arduamente “andar na linha”. Uma linha imaginária cheia de “pode ou não pode”.  Andar na linha significava fazer o que esperavam de mim. Andar na linha era me comportar bem. Era atender às expectativas das pessoas que me amavam numa busca incessante por continuar sendo amada. Andar na linha era fazer o que “tem que ser feito”, o que é assim e fim de papo, o que não tem outro jeito.

Descobri, nesses processos de imersão às profundezas da alma, que num belo dia uma Paula, em versão criança, traçou uma linha imaginária diante de si, a colocou sob seus pés, uma linha que implorava passos sobre ela num exercí- cio diário e constante de bom comportamento.

Entre muitos “comporte-se bem” e “seja uma boa menina”, como num passe de mágica, a linha se fez presente e ganhou status suficiente para governar minha vida.

“Seu pé não pode pisar fora da linha, Paula, esse é o seu desafio. Agora vá”, um anjo às avessas deve ter me dito algum dia antes de eu pegar no sono.

A linha imaginária foi uma criação baseada em tudo o que me disseram ser certo e errado, feio e bonito, legal ou chato… vozes dos outros que entraram dentro de mim.

É inevitável. Nascemos cristalinos, coração aberto, mas não só de leite materno nos alimentamos, também as vozes de todos aqueles que nos rodeiam, em casa ou pela televisão, na escola ou nas brincadeiras de rua se transformam em programações e modos de enxergar a vida e suas relações.

Das vozes, nasce a Paula que pisa na linha. Nasce a Paula que se dedica a pisar sobre a linha traçada para que nunca, jamais, em toda a vida, alguém pudesse dizer “olha, ela pi- sou fora da linha!”.

Para além da linha imaginária, fiz mais… criei uma plateia imaginária e uma meta grandiosa: permanecer pisando na linha para só receber aplausos e parabéns. E assim ser amada.

Somos mesmo muito audaciosos com nossas metas.

Costumamos ficar doentes quando nos forçamos a seguir uma linha imaginária, descobri.

Trecho retirado do meu novo livro. Esse é o livro sobre as linhas imaginárias que traçamos, sobre as idas e vindas da vida, sobre o passo a passo que leva ao infinito. O Caminho Que As Estrelas Me Viram Cruzar. Minha peregrinação a Santiago de Compostela, minha peregrinação de vida.

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MINHA VIDA DE ESCRITORA uma série de inspiração

Paula Quintão | 5 de março de 2017

Era uma manhã de domingo. Acordei com o amanhecer e sentia, para aquele dia, de preparar meus equipamentos, caminhar pela feira, comprar algumas frutas e seguir para debaixo de uma das árvores da Escola Agrotécnica de Barbacena para contar um pouco sobre minha história com os escritos.

Ao invés das frutas, encontrei alguns sucos bem deliciosos e segui caminhando pela sombra, sentindo as palavras e os recortes do meu passado chegarem ao meu coração.

Quando eu me sentei sob a árvore, ambiente dos que me sinto mais em casa, todos os pontos de luz de minha vida com os escritos foram se iluminando em meu imaginário e contar minha história foi um presente pra mim.

Hoje entrego o quarto e último episódio da série Minha Vida de Escritora e celebro cada palavra partilhada, cada instante narrado, cada lembrança revisitada. E sei que ao ouvir minha história, mais do que me enxergar em profundidade – que sim, é possível graças a esses encontros de alma – você é capaz de enxergar a sua própria e se perguntar como foram para você seus anos de colégio, sua relação com a escrita, sua inspiração, sua forma de abastecer sua bagagem de conhecimentos…

Os pontos de luz da minha história são capazes de iluminar pontos de luz da sua própria e para esse vídeo de encerramento da série meu convite é para essa reflexão e esse olhar.

Clique aqui e assista a série completa Minha Vida de Escrita.

05 de março de 2017

Paula Quintão


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UMA CONVERSA SOBRE MARKETING DIGITAL, Por Paula Quintão

Paula Quintão | 23 de outubro de 2016

Uma conversa sobre marketing digital, Por Paula Quintão
“Para acolher, é preciso olhar”. Prem Baba.

Poderia falar longas horas sobre o marketing digital tal como é feito por muitos empreendedores hoje, é um assunto que nos meus grupos mais internos, como o Clube dos Impulsionadores, eu trato muito abertamente.

Nas redes sociais e nos posts públicos não é algo que diretamente venho falando. Mas cada vez mais sinto uma urgência dentro de mim em trazer à tônica isso.

Preciso tratar sobre o quanto vejo incoerência e inconsciência na forma como é feito grande parte do marketing digital. Principalmente de grupos que trabalham com autoconhecimento (me debruçarei mais sobre esse aspecto específico depois…)

Há cerca de um ano e meio fiz uma transição no meu negócio para uma comunicação que me representasse 100%. Algo que meu coração dizia “sim”, algo que também minha razão dizia “sim”.

 

Sem gatilhos. Sem escassez. Sem fórmulas. Sem ter que ser assim porque se não for vai dar errado. Sem ter que trazer pessoas usando qualquer nível de inconsciência na tomada de decisão.

E eu rompi. Rompi com o modo de fazer. Rompi com pessoas que só concordavam comigo se eu entregasse minha mensagem de um modo padronizado. “Padrões! eu rompo com vocês”, era o que minha alma anunciava. E até mais importante que isso: “Inconsciência, eu rompo com você”.

Precisei trabalhar profundamente minhas crenças sobre como divulgar meu trabalho.

Precisei trabalhar meu autoconhecimento (não há como desvincular empreendedorismo de autoconhecimento, é um fato consumado na minha vida).

Precisei trabalhar minha observação ativa de cada uma das minhas comunicações e hoje, com um coração muito acolhido e fortalecido, posso dizer que encontrei outros caminhos e que eles valem muito a pena.

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ESTOU A FAZER O MEU MELHOR sobre a humildade de tentar

Paula Quintão | 18 de setembro de 2016

Lá estava ela no palco do America’s Got Talent. Pequena no palco com seu “violão”.

“Você acredita que pode ser uma das campeãs?”, perguntou um dos jurados. 

“Eu acredito em milagres”. 

E anunciou que cantaria uma música criada por ela mesma. 

Maravilhosa e inspirada, ela canta e toca a música de própria autoria. Entoa versos em que diz não saber seu nome, que não joga conforme as regras do jogo e que só está tentando, “só está tentando”. 

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NAS ASAS DO PARAQUEDAS sobre experiências de autoconhecimento

Paula Quintão | 24 de abril de 2016

Na porta do avião, paralisada, eu olhava o mundo lá embaixo e não consegui fazer meu salto. Meu instrutor de paraquedismo se sentou ao meu lado, tentou me mostrar que estava tudo bem e que eu conseguiria sim saltar, mas eu não consegui. Fiquei agachada como uma criança que tenta entender seus medos e aquele foi um dia divisor de águas na minha vida. Não só aquele salto não concluído, mas todo o meu curso de paraquedismo, um curso de autoconhecimento.

Em 2013, estando em Manaus, fiz meu curso de paraquedismo. O curso é composto por 8 saltos e o objetivo final é que você possa sair da aeronave independente com seu próprio paraquedas, pronto para viver a linda experiência de ver seus pés balançando soltos sobre uma cidade bem pequenina lá embaixo.

É mesmo divina a experiência do salto e quando iniciei o curso sentia uma grande euforia pelo que estava por vir, pelo que eu desvendaria sobre mim mesma, sobre meus medos e por trás deles, minha coragem. Algo me dizia que aquela experiência guardava algo muito revelador.

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