A Culpa, o Juiz e as Liberações, por Paula Quintão.
Qual o sentido de carregarmos uma culpa definida por nós se não somos o Juiz? Quando o sentido de colocarmos culpa no outro se também não somos o Juiz? Quando nos sentimos culpados, ou quando queremos muito que o outro se perceba culpado, saímos do nosso lugar em profunda arrogância e orgulho, ordenando que o verdadeiro Juiz saia de sua mesa e querendo assumir o seu lugar. Ao nos condenar culpados ou condenar aos outros, o que essência tanto faz, temos efeitos terríveis. Podemos dizer que é graças a culpa que vamos nps transformar, mas não é verdade: o que nos transforma é um exame de consciência honesto seguido de uma determinação em mudar. Transformação vem a partir da consciência seguida de ação e não da culpa. A culpa olha para trás e não para o próximo passo. A culpa impõe movimentos de punição e como você não é Juiz, precisa se punir a partir de situações mais sem pé nem cabeça, negando receber recursos, negando usufruir, negando estar inteiro na vida e piorando a situação, pois ao negar receber como sinal de autopunição você está impedindo o fluxo de riquezas entre você e os outros, contribui menos, torna-se um fator de perda e não de ganho, está impedindo que a vida siga também para o mais.
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Em tempos de yom kippur, temos um ótimo momento para de um lugar honesto e muito conectado ao coração fazer uma lista de pedidos de perdão ao Alto, reconhecendo nossas falhas e incapacidades, e nos habilitando para seguir em frente mais comprometidos em não repetir as mesmas quedas.
Orientados a avançar, vamos ✨🌹💃🏻