Confusão entre Grandeza e Status

Esses dias que passamos eu e o Herbert no Jalapão me trazem uma reflexão muito forte ainda em processamento: há uma diferença muito grande entre a frequência de um lugar como esse e o turismo como é feito. Ou posso dizer: há uma diferença muito grande entre a natureza e sua grandeza e o humano e suas distorções sobre o que é grandeza.

A natureza é magnífica e alinhada. A natureza sabe se balancear quando necessário. Tem a grandeza em si.

O humano está aprendendo a ser grande. Ainda confunde grandeza com status. Grandeza com aparecer para os outros. Grandeza com dinheiro. Grandeza com reconhecimento. Grandeza com luxo. Grandeza com sei lá o que mais que não é grandeza. O humano ainda se esquece do que é ser grande. E quando se esquece aciona um modo de busca por migalhas, como se fosse um mendigo. O pior do humano vem para a superfície quando ele se esquece da sua grandeza. Então, em meio a suas distorções, mesmo estando em lugares sagrados, não percebe. O próprio turismo, como geralmente é feito, incentiva essas distorções. O excesso de fotos, a falação ansiosa, as agências e os guias em postura geralmente gananciosa, as pousadas em maioria sem vocação para receber o humano e sim o dinheiro que sai do bolso do turista. O humano ainda tem muito a aprender. Muito a desenvolver. E me sensibiliza o quanto ainda estamos longe desse alinhamento soberano da natureza. E em lugares magníficos como esse fica mais fácil perceber. Como costumo dizer, seguimos a desenroscar…