Sobre conexões profundas e a humildade, por Paula Quintão.
Há um componente que quando está em falta no nosso ser não conseguimos avançar com as conexões, e esse componente é a humildade. Para conectarmos precisa haver uma inclinação na direção do outro, uma disposição ao risco. Essa inclinação – que se interessa, que presta atenção, que vem para contribuir e somar, que dispõe-se ao servir – só pode nascer da humildade. Sem humildade não conseguimos o “inclinar-se” pois estamos ocupados em manter a rigidez e o peito inflado que de tantas formas sustenta o orgulho.
Relações com mais dose de humildade conseguem alcançar a abertura, uma abertura que também precisa estar no coração do outro para que a troca se faça. Quando a humildade encontra a humildade, a magia tem espaço de troca para acontecer, pois há ali duas inclinações, um na direção do outro, gerando uma dança divina do dar e do receber. Nas trocas com o outro o giro acontecendo, como sempre digo.
Quando as doses de humildade estão baixas estamos sempre apontando o quanto o outro não nos deu o que precisávamos, não nos atendeu como deveria, não falou o que gostaríamos, não se aproximou. Quanto mais humildade, mais vínculos profundos tendemos a criar. A humildade é que abre espaço para a pergunta, para o interesse, para a permissão de aproximar-se, para o expor-se ao risco, para a partilha em amizade. Quando orgulhosos, fazemos de tudo um pouco para justificar o fato do outro não ter criado conexão conosco, quando somos nós o agente ativo na busca por conectar e na busca por selecionar relações propícias onde esse manancial de recursos pode transbordar em trocas.
Sempre há alguém (muitos “alguéns”) com quem viver trocas genuínas e de muita alma quando estamos dispostos a. Um brinde de bençãos às trocas com conexão. //
Do amanhecer de hoje, 23.05, em Campinas, pós testemunhar muitos encontros profundos criados através do Clube dos Impulsionadores.