Toque Sua Música

No Museu de Nuremberga, uma das cidades mais bombardeadas da segunda guerra, havia essa pintura. A guerra comendo solta e o flutista lá no meio, tocando sua música. Eu ri. Fiquei um tempo absorvendo. Lembro de quando fui fazer minha palestra no TEDx e a Malu @euessencial_malu me escreveu “vá e toque sua música”. Aquilo mudou minha postura, me alinhou com algo maior e eu pude subir no palco plena em presença e dar meu show. Tal qual o flautista, usando os instrumentos que eu tenho e os que melhor sei usar, onde dou o meu show. Assim são todas as nossas entregas de valor. O que vale uma flauta nas mãos de quem veio duelar com uma espada? Não vale nada. O mesmo de uma espada nas mãos de um flautista. O mesmo de uma definição de nicho nas mãos de quem não tem nada a entregar para aquele público. O mesmo que um tema que rende leads para quem não tem na natureza aquele saber interiorizado. O mesmo que uma segmentação para quem não canta aquela música. O mesmo que milhares de clientes esperando que você caminhe por um território onde não é da sua natureza caminhar. O que o marketing tradicional quer fazer é nos colocar instrumentos em mãos que não são os nossos. Não adianta. Gera pouco efeito. Gera um estado de “não vida”, mesmo com resultados. O que precisamos mesmo é de um marketing em consonância com o instrumento que já temos. Aí sim damos um show. No caso do flautista, um efeito hollywoodiano enquanto vidas duelam, uns ficam caídos e outros partem dessa para melhor, tal qual os músicos de Titanic, promovendo um tom divino ao caos. Sigamos alinhados à nossa música. Vamos.