IlhADOS COM A sOGRA, OS RÓTULOS E AS TRANSFORMAÇÕES

Faz uns anos que assisto ao Ilhados com a Sogra. Na primeira temporada pensei que seria um reallity tentando forçar a barra e de roteiro questionável, mas a verdade é que por trás das camadas iniciais, em meio a tanto enrosco familiar, ao final de cada temporada nos encontramos com partes nossas, emoções em família que reconhecemos e com olhos renovados também para julgar menos e ver o outro com mais profundidade. Nos primeiros capítulos, tantas brigas e desavenças, tipicamente familiares, dessas de ferver os nervos – não só deles, mas também os nossos. É interessante perceber como nossos olhos logo rotulam cada integrante baseado no que eles contam e reclamam uns dos outros, e também com base em nossas proprias reações a cada traço e desvio de personalidade, mas a convivência forçada dos participantes acompanhada de doses terapeuticas sistêmicas e um bom prêmio-recompensa faz a transformação acontecer em cada um, até mesmo em nossos olhos, que vez ou outra se emocionam testemunhando o amor se revelar. A temporada 3 recém lançada tem belas pérolas.
Ótimo para tempo de renovação de final/início de ano.