Siga. Continue. .:. 🌀♾️
No início de novembro comecei uma classe de bordado livre. Os bordados me conectariam com minha avó materna, Maria, eu sabia disso. E como era um presente de aniversário pra mim mesma, eu também sabia que não seria qualquer coisa. Iniciamos. E com a condução cuidadosa da @marinabrandao.art lá fui eu comprar meu materiais.
O que era pra ser relaxante, passou longe disso. Fato: o que eu sentia era irritação e raiva. Eu achei aquela irritação bem inconveniente, mas fui seguindo a comprar os materiais mesmo sem saber ao certo como aquela bendita meada de linha passaria pelo buraco da agulha. O que eu não sabia mesmo era que muito mais raiva viria daquela fonte. Uma raiva estocada nas entranhas que fui tecendo e tecendo, de trás pra frente, de lá pra cá enquanto avançava por minha viagem de 21 dias pelo Brasil em constelações do nascimento, e aos poucos encontrando perdidas dentro de mim as histórias da minha avó que se conectavam com as minhas histórias e que tinham registrado a raiva em algumas paredes do mundo interno. Ao acessar as memórias e histórias ocultas em camadas inconscientes, toda a desarmonia se transformou em harmonia. Depois de seguir em frente você já deve imaginar o que se passou… a raiva diluiu, transformou-se e os tesouros que ela guardava nos quartos escuros do inconsciente me foram entregues.
Hoje nesse 15 de dezembro completo com alegria e agradecimento o Fio da Vida que a Marina nos propôs em dia de emanação de última vela de Chanukah, vela da alegria e conexão ao que não se vê e está tão presente. Agradecida.
Pronta para seguir em frente ♾️💃🏻