A ARTE DA ENTREGA (E O PRAZER SEM IGUAL DE ESCREVER MINHA HISTÓRIA)

Se há uma coisa que não muda nessa vida é o próprio caráter mutável da existência. Ou seja, a única garantia que temos é que tudo vai mudar o tempo todo, todo o tempo. Somos seres em constante construção.

Admiro e amo a espiral das mudanças, os novos ciclos e a eterna transformação interior e exterior que vivemos. Quando estamos diante do novo entramos num outro estado de espírito: mais alertas, mais atentos, mais vivos.

Minha história foi feita de tantas reviravoltas que minha vida mais parece várias vidas dentro da mesma vida. Completei há poucos dias meus trinta anos e sinto que já vivi tão mais que isso. Fico feliz fazendo minhas listas de feitos do ano e percebendo que o tempo está rendendo bem.

Não foi à toa que a minha história não coube dentro de mim e virou meu livro “Para sempre um novo EU”, que é a mais pura expressão dessa mudança constante a que estamos expostos.

O livro é uma celebração da vida em aprendizado. Uma vida que envolve minha gravidez aos 15 anos de idade e todas as dificuldades de uma adolescente que tem que se virar com as novas responsabilidades, envolve meus pais sempre tão acolhedores e cheios de lições de amor, envolve minha vinda para a Amazônia e as intensas rupturas que esse processo causou em mim, envolve um casamento que durou só um ano e que fiz questão de sair porque ele não alimentava minha essência e envolve, principalmente, minha viagem de aventura e transformação para o Monte Roraima, um lugar mágico onde pude rever meus valores e me modificar integralmente.

A cada momento marcante de nossas vidas, como os momentos de dor e sofrimento, ou os momentos de intensa felicidade e realização, trazem aprendizados únicos que quando aplicados viram sabedorias preciosas. Saber aplicar o que cada situação nos ensina é o que nos leva além, porque demonstra que estamos usando nossa existência e nossa vivência a favor do nosso crescimento. O livro “Para sempre um novo EU” foi o modo que encontrei de entregar sabedorias ao máximo de pessoas, essas tantas que chegaram à minha vida como um grande presente do universo. E ao entregar sinto que só me abasteço mais e mais.

Seria uma espécie de egoísmo não compartilhar minha história com o mundo, porque assim como eu, várias outras pessoas passaram pelos mesmos conflitos internos, viveram situações semelhantes, se viram com os mesmos questionamentos e ao traduzir em palavras meu pensamento organizado pude colocar minha vida em interação com outras vidas e assim crescermos juntos.

Recebo e-mails de mães que hoje se alegram por terem também sobrevivido à gravidez na adolescência, e-mails de mulheres que assim como eu tiveram muitas dificuldades para romper com o casamento infeliz e foram muito cobradas socialmente por isso, outros tantos e-mails de quem quer ir ao Monte Roraima ou sonha em algum nível com a transformação da sua vida. Sou só gratidão por cada uma dessas mensagens que recebo porque elas simbolizam o quanto minha história precisava mesmo chegar a outras mãos.

Hoje sei que a transformação das nossas vidas pode ser plena e integral. Sei que podemos reconstituir nossa história como bem desejarmos e que nossas forças estão todas dentro de nós. E as histórias compartilhadas nos fazem ativar essa força interior: é uma alegria sem fim perceber que a minha história trouxe novos olhares para cada um dos meus leitores, transformando também a vida deles. Façamos um brinde, hoje e sempre, a cada pingo de transformação que ocorre em nós.

 

 

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