O SEGREDO DA MENTALIDADE POSITIVA: VOCÊ SEMPRE QUER TER RAZÃO

Vídeo “O segredo da mentalidade positiva”

Nesse vídeo você vai ter uma breve introdução sobre o que vamos discutir sobre o segredo da mentalidade positiva ao longo desse artigo. Faça comigo esse tour pela casa mineira dos meus pais e vamos pensar fora da caixa.

 

https://www.youtube.com/watch?v=hoL_jwU4ems

O discurso reinante da mentalidade positiva

Você já ouviu  uma dezena de vezes (se é que não ouviu uma centena de vezes…) que manter o pensamento positivo é uma das melhores formas de alcançarmos o que realmente queremos. Ouvimos e repetimos esse discurso para nós mesmos e principalmente para os outros. “Pensar positivo” é a ordem geral. Porém, quantas e quantas vezes nos colocamos a realmente praticar a arte de “pensar positivo” e, de maneira prática, como ela pode realmente mudar a nossa vida?

A chave para tudo o que interpretamos do mundo e das situações em que estamos inseridos está no nosso pensamento. Antes de sentirmos algo, nós pensamentos algo. A escolha dos pensamentos vem de uma fábrica, que é a nossa mentalidade. A mentalidade governa nossos olhares sobre o mundo.

Quanto mais positivos somos, mais somos capazes de enxergar os aspectos benéficos de uma situação. Quanto mais negativos somos, mais derrotistas e pessimistas somos. É uma consequência natural da forma como você regula o seu olhar.

Hoje você pode estar super chateado porque está imerso num problema que não gostaria de viver, mas amanhã você conversa com um amigo que lhe mostra que há na verdade aquela situação que parece um problema contém uma solução para algo que você sequer imaginava.

Por isso as pessoas buscam terapias, grupos de apoio e trabalhos de coaching: para serem capazes de ajustarem o seu olhar e transformar a sua mentalidade, modificando portanto a forma como lidam com sua realidade e enxergam sua vida.

 

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Nessa citação que retirei do livro “O poder da compensação divina”, de Marianne Williamson, a verdade é posta de uma maneira muito precisa pelo incrível Albert Einstein. “A decisão mais importante de nossas vidas é entre acreditar que vivemos num mundo amigável ou num mundo hostil”. O modo como olhamos o mundo é o modo como o mundo se apresenta a nós.

Gosto muito de lembrar da vez em que capotei meu carro em setembro de 2012. Estávamos eu e minha filha voltando de uma viagem que fizemos de Manaus a Venezuela. Acordei às 3h da madrugada porque não estava mesmo conseguindo dormir muito bem e iniciei o caminho de volta a partir de Caracaraí, em Roraima.

Quando estava há pouco mais de 100km do meu destino final, tive uma intensa onda de sono e quando eu percebi já estava no acostamento da estrada, meu carro se debatendo até que virou de cabeça para baixo, deslizou por um longo trecho e parou virado de lado. Minha filha estava no banco de trás e para a nossa alegria nem eu nem ela nos machucamos. Tudo o que havia no meu carro, até mesmo no bagageiro, foi lançado para fora do carro. Impressionante.

Depois de checar se a Clara estava bem, descemos do carro e já havia três outros carros parados para nos ajudar a recolher tudo e a puxar o carro para frente de um sítio até que eu voltasse com o guincho. Perdi meu carro, meu seguro era totalmente inapropriado e eu ainda tinha um boleto imenso para pagar com mil-duzentos-e-cinquenta prestações – brincadeira sobre o número de prestações… mas você sabe muito bem como são imensos esses carnês de pagamento de carros.

Pois naquele momento eu escolhi a mentalidade que iria lidar com aquela situação: eu poderia chorar pelo desastre ou poderia me encher de alegria por termos continuado vivas. E eu escolhi a segunda opção. Não fiz, em nenhum momento, aquele terrível rol de “e se…”. E se eu tivesse dormido em outro lugar? E se eu não tivesse viajado? E se eu tivesse feito outro seguro? E se eu tivesse morrido? Eu poderia fazer uma lista infinita de “E se…”, mas escolhi viver a gratidão e silenciar todas as outras vozes sempre que elas insistiam em vir até a minha mente.

Por meses eu caminhei até o meu trabalho. Saía às 6h30 e em pouco mais de uma hora sob o sol quente de Manaus – você pode imaginar o quanto eu suava e ficava vermelha – chegava ao meu destino de trabalho. Lá eu tomava um banho super gelado (que era a única opção)  e iniciava meu dia de trabalho muito grata por poder ter pernas que me levavam até lá.

Poucos meses depois meu carro de perda total estava quitado, dei entrada em um novo carro e tudo seguiu lindamente.

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Sei que eu poderia ter quitado meu carro e dado entrada no novo carro do mesmo jeito mesmo tendo uma mentalidade positiva ou negativa, mas meu conforto emocional nesse tempo teria sido muito menor se eu tivesse encarado a situação de uma maneira negativa. Eu teria reclamado todas as manhãs do sol quente, da distância que tinha que andar, do banho frio, do desconforto de ter que sair às 6h30 para começar a trabalhar às 8h, e aí por diante.

As reclamações podem nunca ter fim, basta usar a criatividade. Da mesma forma, o espírito de gratidão pelo que há de bom numa situação pode nunca ter fim, basta usar a criatividade. É uma escolha e ao mesmo tempo é um treino. Tendemos a nos incomodar mais com os aspectos negativos, por isso mesmo eles nos dominam com tanta facilidade, prendem realmente a nossa atenção. É quase como um “orai e vigiai”. Vigiai sempre os pensamentos e a mentalidade que você está revestindo o seu olhar.

Mecanismos do ego

Somos seres regidos pelo ego, você já deve ter percebido. Queremos ter razão em tudo e a nossa constante busca é argumentar a favor do que acreditamos. Pode observar… quando você fala com um amigo sobre o quanto o trânsito da sua cidade é ruim, vai fazer de tudo para confirmar, durante o seu passeio de carro pela cidade, de que você realmente estava certo quando dizia que o trânsito era mesmo o pior de todos.

É impressionante o quanto gostamos de estar certos. Se 10 pessoas nos fazem um elogio e apenas 1 nos faz uma crítica, é aquela crítica que fica martelando dia após dia na nossa mente até que seja finalmente esquecida. Na verdade nem sempre ela é esquecida e às vezes sequer perdoamos aquele que nos questionou.

Há poucos dias eu estava fazendo uma capacitação em uma escola estadual de Manaus e algo terrível aconteceu: durante uma explicação sobre o uso de dinâmicas em sala de aula uma professora pediu para participar e contou a forma como lidava com sua turma em momentos de indisciplina. Eu imediatamente fiz um elogio e expliquei três outras alternativas diferentes para que a professora pudesse solucionar também o problema. Mas para a professora minhas sugestões de soluções diferentes significou que eu estava desqualificando a solução proposta por ela.

Imagine você nessa situação: você descreve sua solução, eu elogio você e logo em seguida proponho três outras formas de solucionar o problema. Parece algo bem simples de lidar, não é? Mas quando é o nosso ego envolvido ele pode nos cegar e nos fazer ver a situação de uma forma diferente e ameaçadora, como se eu estivesse tirando a sua razão.

Nesse momento a professora reagiu de uma forma bastante agressiva, buscando se defender, mas na verdade não havia acusação. Foi o ego falando mais alto que gerou uma espécie de cegueira momentânea do que realmente estava acontecendo. Se você parar para observar suas reações no dia a dia vai perceber que o nosso ego é mais reinante do que gostaríamos que ele fosse.

Mentalidade é mais importante que inteligência

Há um livro que gosto muito de indicar, o “Singular: o poder de ser diferente”, de Petry Jacob e Valdir Bundchen. Nesse livro, um dos trechos que  mais ficou marcado em mim, além de toda a argumentação de que temos que revelar o que há de único e nós e não tentar esconder esses aspectos, foi o fato de os autores colocarem tão claramente o argumento de que a mentalidade é mais importante que a inteligência.

Por muitos anos a ciência quis se debruçar sobre os tipos de inteligência e sobre os testes que validam nosso QI e tudo  mais que possa dizer o quanto somos inteligentes. Acontece que por mais que você saiba fazer associações lógicas, aprender, compreender, sintetizar, identificar, solucionar, ainda assim, se a sua mentalidade não for positiva o suficiente para atuar a seu favor, toda essa força da inteligência se perde.

As pessoas que mais alcançam resultados não são aquelas mais inteligentes, são aquelas com mentalidade mais positiva. A mentalidade positiva é capaz de nos fazer enfrentar as pedras no caminho, nos fazer dar um passo em frente mesmo quando estamos cansados, fazer olhar para o que já plantamos e acreditar que a colheita virá, e assim por diante, sempre focando nos bons aspectos da situação e no que pode nos impulsionar para ir além.

Como manter a mentalidade positiva? O mais difícil de toda essa consciência é a prática constante. Imersos nos problemas do dia a dia é um desafio imenso manter o foco na mentalidade positiva. Isso porque o aspecto negativo “gruda” na nossa mente com muito mais facilidade do que qualquer pensamento positivo.

Você pode ter mil razões para agradecer, mas se houver uma só razão para se chatear, é nela que a sua mente vai se concentrar.

Exercício 1. “Obrigada pela informação. Cancela”

Uma passagem do livro “Os segredos da mente milionária”, de T. Harv Eker que gosto  muito de praticar é quando ele nos diz uma técnica para negar alguns pensamentos que são destrutivos.

A técnica é a seguinte: quando você estiver diante de um pensamento negativo, você diz com sua voz da mente para você mesmo “obrigada pela informação. Cancela”. Pode soar um tanto esquisito, mas há uma programação neurolinguística muito forte nesse exercício.

Quando você diz “obrigada pela informação” você não nega o trabalho que a mente fez para você e agradece. Se você negar, sua mente, tão egocêntrica que é, vai querer ter razão e vira e mexe vai trazer o pensamento novamente. Agradeça e a mente será capaz de esquecer o assunto. Em seguida você diz “cancela” para que a mente saudável na qual você está focada consiga se manter curada e livre de todas as mentalidades tóxicas.

Simples e eficiente. Faço sempre. E percebo que nos dias que estou mais estressada, mais sobrecarregada e menos concentrada na minha consciência mais elevada eu sou mais displicente e permito que pensamentos negativos fiquem circulando por mais tempo.

Exercício 2. “Ciclo de gratidão”

Um outro exercício que gosto muito aprendi no livro “O método: para transformar sua vida e encontrar força, coragem e confiança”, de Barry Michels e Phil Stutz.

Algo tão simples que se usarmos assim que identificarmos que estamos em meio a pensamentos negativos é extremamente eficaz. Você fará da seguinte forma: assim que perceber que está imerso em pensamentos ruins e prejudiciais, você vai começar a pensar numa lista de itens pelos quais você é grato em sua vida.

Das coisas mais simples às mais complexas: Obrigada por enxergar… Obrigada por sentir o cheiro… Obrigada por eu ouvir… Obrigada por eu ter dentes… Obrigada por eu ter unhas nos pés… E por aí você vai fazendo a sua lista, item após item, exercitando seu poder de gratidão.

É incrível! Depois de 2 ou 3 minutos você está completamente manso, com o coração mais suave e a mente mais quieta. Se na hora for difícil fazer a própria lista de gratidão, deixe já uma lista pronta na carteira para ser sacada a qualquer momento que você precise dela.

E assim seguimos em frente nos aprimorando como seres humanos e tratando nossa mentalidade para que ela fique, a cada dia, mais positiva e trabalhe a favor da realização dos nossos sonhos e metas.

Indicações de Leitura desse Artigo

O poder da compensação divina”, de Marianne Williamso

Singular: o poder de ser diferente”, de Petry Jacob e Valdir Bundchen

Os segredos da mente milionária”, de T. Harv Eker 

O método: para transformar sua vida e encontrar força, coragem e confiança”, de Barry Michels e Phil Stutz.

 

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17 comentários

  1. André Gusmão

    Manter o foco na positividade quando estamos cercados de notícias ruins é realmente muito difícil. Mas, como costumamos dizer no poker: “É preciso desligar a mão”, ou seja, esquecer e partir pra próxima. Temos que educar nossa mente, nossos olhos e nossos ouvidos para perceber somente coisas boas e deixar que as coisas ruins passem, porque no fim, todas elas passam.

  2. Beatriz Klock

    Quanta verdade nesse texto 🙂 Nem sempre é fácil manter o pensamento positivo, mas não é impossível. Acredito que com a prática e a persistência, tendemos a mudar a nossa realidade ao mudar a nossa percepção das coisas. Mudar o foco ajuda e transforma situações. Gratidão imensa por este lindo texto, Paula!

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